Hip Hop Rádio

pedro mafama

Fmm sines 2022: há tanto hip-hop por esse mundo fora

Passados dois anos estivemos de volta ao festival mais multicultural de Portugal. Para a HHR, o final de julho é sempre de descoberta porque vamos a Sines, onde tem lugar o Festival Músicas do Mundo. Vem connosco e descobre o Hip-Hop, em toda a sua extensão mundial. | Por Daniel Pereira

É um facto que neste ano não tivemos nenhum rapper português presente no cartaz do FMM no entanto o Hip-Hop e a cultura urbana estiveram bem presentes.

O dia 27 de julho trouxe-nos Flavia Coelho Soundsystem e a cantora brasileira prestou uma atuação bastante enérgica em que o fast flow foi imagem (ou som) de marca. Logo de seguida foi a palco Dubioza Kolektiv, grupo bósnio, cheio de pujança, que mistura o rock, o punk e o rap.

No dia seguinte tivemos o “dia do Hip-Hop” que contou logo às 18h com Bia Ferreira num concerto cheio de “barras” que nunca mais acabavam, no bom sentido. A partir das 22h atuou James BKS, que acompanhado por Gracy Hopkins e Anna Kova e tantos outros músicos, apresentou uma autêntica “Hip-Hop Party” em que não faltou o hit “New Breed”. Seguiu-se Ana Tijoux, rapper franco-chilena, que deu um concerto que tocou, e cativou, todo o público presente no palco do Castelo.

No último dia de FMM tivemos Pedro Mafama, artista emergente português, que entrevistámos, e que te conta abaixo, em primeira pessoa, como foi o seu concerto, e muito mais…

O cartaz fechou com a atuação de Batida B2B DJ Dolores que contaram com várias músicas de rap “mixadas” com tantas outras sonoridades.

Adoramos o FMM e a comunhão que só este festival sabe fazer entre estilos. Afinal de contas Hip-Hop é isso mesmo: é união, é mistura.

Fotografias por Daniel Pereira e Carlos Pfumo

REPORT + ENTREVISTAS HHR | NOS ALIVE C/ BEATRIZ FREITAS

1 emissão: 12 entrevistas!

Estivemos no NOS ALIVE e hoje contamos-te tudo
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Beatriz Freitas esteve à conversa com muitos dos artistas que fizeram parte do cartaz e que vão revelar como foi a sua passagem pela edição deste ano do festival. E sim, temos algumas surpresas para ti: curiosidades, exclusivos, novos lançamentos e muito mais!

Uma emissão especial que conta com as entrevistas de:

Eu.clides – (02:18)

Dino D’Santiago – (10:00)

Amaura – (16:54)

Jura – (23:46)

Pedro Mafama – (27:34)

DJ Danifox – (34:02)

Lord XIV – (39:43)

Yuri NR5 – (44:28)

Holly – (52:02)

Russa – (56:55)

Da Weasel – (1:08:31)

Cintia – (1:10:53)

Ouve abaixo!


Edição de áudio por Nuno Mina.

Pedro Mafama vai “Contra a Maré” no seu novo tema

Pedro Mafama revelou esta sexta-feira o segundo tema do seu novo álbum esta sexta-feira. “Contra a Maré” é a faixa que surge depois de “Estaleiro”, lançamento noticiado pela Hip Hop Rádio há menos de um mês.

Segundo o artista, o tema aborda a distância e o destino em situações em que, numa margem, está alguém que “fantasia com todas as coisas que o seu companheiro, familiar ou amigo está a viver” quando na verdade a pessoa “perdeu-se totalmente do seu caminho e não está a lutar pelos seus sonhos”. A faixa contou com a produção de Pedro da Linha e ainda mistura e masterização de Pedro Franklin. Pedro Mafama é o autor da letra e também o responsável pelo conceito, juntamente com André Caniço. O videoclip foi produzido pela Bro Cinema.

“Contra a Maré” é a segunda música conhecida da próxima obra de Pedro Mafama, intitulada “Por Este Rio Abaixo”. O álbum sai no próximo dia 28 de maio.

Pedro Mafama apresenta o seu “Estaleiro”

Um ano depois, Pedro Mafama está de volta com um novo single. “Estaleiro” é o sucessor de “Não Saio”, o seu último lançamento.

“O meu novo single é o buzinão de um navio que avisa que vai partir, rumo a um disco novo e a uma nova fase da vida”, diz o próprio no seu Instagram sobre aquela que é a primeira faixa conhecida de “Por Este Rio Abaixo”, o seu álbum de estreia, a ser divulgado este ano. Pedro Mafama assina a letra de “Estaleiro”, uma produção de Pedro Da Linha e Beatoven que conta com a mistura e masterização de Pedro Franklin. O tema conta ainda com a presença de Monksmith no teclado.

O videoclip tem a assinatura de André Caniços e é um produto da Bro Cinema. “Estaleiro” já se encontra disponível nas plataformas digitais.

Pedro Mafama @ Núcleo dos Anjos 70 – A arte de dançar sentado

No passado sábado dia 19, deste desafiante ano que é 2020, a alegria de experienciar música ao vivo foi-nos devolvida, dentro das regras deste novo normal, no mítico Núcleo dos Anjos 70. O autor desta festa foi nada mais, nada menos, que Pedro Mafama.

O carismático artista lisboeta fez a sua grande entrada descendo as escadas, que se encontravam por cima do palco, ao som de fervorosas palmas da plateia e, abrindo com o chavão “ZIMBORA”, tão característico do mesmo, veio com toda a determinação de fazer dançar o máximo que uma pessoa pode dançar sentada.

Começando por apresentar o  seu mais recente single Não Saio, lançado em quarentena a 3 de abril deste ano, o ritmo manteve-se e  também nós não saímos, à medida que o artista apresentava faixas dos seus dois EP – Má Fama (2017) e Tanto Sal (2018)- como Tomada, Torneira e Fama.

 Sempre acompanhado da aclamação do público que, mesmo de máscara, se fez ouvir, a alto e bom som, as suas músicas com ritmos dançáveis criaram agitação, que embora controlada, foi efusiva. Tudo isto juntamente com os momentos de dança proporcionados pelo artista, levaram o próprio a exclamar “Tá a ficar calor”, uma transição smooth para o próximo single que apresentou, Arder Contigo (2019) . A bonita frase “Eu ato as mãos só para não querer mexer contigo” presente nesta música, fez lembrar que também só atados às cadeiras seria possível não nos mexermos com este som.

Nos intervalos entre cada canção, Mafama expressou o seu contentamento em estar com o público, neste reencontro apelidado pelo próprio como o seu “ primeiro relacionamento depois da quarentena”. O artista avançou ainda que pretendia assim também celebrar esta nova fase da sua carreira, especialmente no Núcleo dos Anjos 70, que confessou ter sido onde tudo começou, no verão, há dois anos. Talvez esta nova fase diga respeito a este momento mais áureo da carreira do artista, recentemente assinado pela Sony Music Portugal.

A agitação continuou com a música Terra Treme, outro single lançado este ano, em colaboração com PEDRO. Segundo o artista, foi a primeira vez que cantou este tema ao vivo, depois de o ter apresentado no Festival #EuFicoEmCasa. O palco tremeu, certamente.

Após fazer novamente o público mexer com Jazigo, seguiu-se outra faixa que partilha com outro grande nome, Dino D´Santiago: Sô Bô. Já em tom de conclusão, levou-nos a um dos sons mais esperados -e também mais populares- Lacrau e terminou a apresentação de músicas do seu repertório com Como Assim.

Mafama tinha, no entanto, uma última surpresa para quem estava presente. Após ter afirmado que não ia permanecer no palco para cantar a última música, apelou ao público para que, quando a ouvisse, evocasse a sua capacidade de interpretação e refletisse sobre “o importante que foi o que está para trás e o que ainda está para vir”. Deixou-nos assim, subindo as escadas por onde entrou e passados alguns segundos, a ilustre música Grândola Vila Morena, da autoria de Zeca Afonso (versão auto-tune, cantada por Mafama), fez-se ecoar pela sala, juntamente com as vozes do público. Foi um bonito momento de reflexão, feita de forma imersiva, numa sala escura, onde predominava uma luz azul forte.

O artista revelou ainda que está a trabalhar num novo disco, pelo qual ansiamos.

Graças às regras impostas por este novo normal, os fãs de Pedro Mafama tiveram assim oportunidade de se tornar mestres na arte de dançar sentados – uma skill fundamental para os tempos que correm- dado o cariz dançável de todos os seus hits. A personalidade  e o carisma do artista fizeram-se notar, através da interação com o público, o que criou uma intimidade e proximidade para com o mesmo, algo muito agradável na ausência da possibilidade de poder ser física. Os ritmos aliciantes, acompanhados de bonitas letras, escritas pelo próprio e por sua vez magnificadas e reinventadas com o auxílio do auto-tune, fazem de Pedro Mafama um artista muito interessante e inovador, a ter em atenção.

Este espetáculo foi então uma boa forma de relembrar como concertos nos podem dar uma sensação de esperança para o que aí vem e distrair por umas horas, o que cimenta a importância da arte nas nossas vidas e o apoio que este setor merece. De realçar ainda o sítio onde tomou lugar este concerto, Núcleo dos Anjos 70, uma comunidade repleta de gente simpática e boas vibes.

Impulso: Halloween ou Colónia Calúnia levam o seu hip-hop às Caldas

O festival Impulso está de volta à cidade das Caldas da Rainha para uma segunda edição, um ano depois, com um novo cenário: é no Parque D. Carlos que vão passar nomes como Allen Halloween, Ângela Polícia, Bruno Pernadas, Beautify Junkyards ou Conan Osíris, de 23 a 25 de maio. Também a Fábrica Bordalo Pinheiro recebe os concertos Pedro Mafama e Colónia Calúnia, entre outros.

A organização está a cargo da ESAD, com co-produção da licenciatura em Som e Imagem e da Associação da Juventude. A programação deste festival urbano é das mais extensas e versáteis do que se faz atualmente: do indie rock à eletrónica, com espaço para hip-hop da velha e da nova guarda. Com a segunda edição, nascem também as residências artísticas que, divididas pela cidade, contam com um concerto exclusivo e, com a parceria do DocLisboa, a ESAD recebe em exibição alguns filmes já premiados pelo festival de cinema. Os bilhetes (15€ diário e 40€ geral) podem ser adquiridos na bol.pt.

Galeria | ID NO LIMITS

Estivemos presentes na 1ª edição do ID NO LIMITS.

Com um cartaz bastante diversificado, o festival teve lugar no Centro De Congressos Do Estoril e pudemos presenciar uma energia bastante boa e acima de tudo, singular no panorama de eventos nacional. MadLib, IAMDDB, Pedro Mafama, Dino D’Santiago, DJ Kwan, DJ Kronic e Sir Scratch foram alguns dos nomes representativos do Hip-Hop. Certamente a primeira de muitas edições.

Fica AQUI com a Foto-Galeria completa por Daniel Pereira (dia 29) e Alicia Gomes (dia 30).

O Super Bock em Stock está de volta

O hip-hop nacional na programação do Super Bock em Stock

O “antigo” Mexefest regressa agora com o mesmo nome que utilizou nas primeiras duas edições. O SuperBock em Stock regressa à Avenida da Liberdade, em Lisboa, nos dias 23 e 24 de novembro, e o hip-hop e a Hip-Hop Rádio não faltam à chamada | Artigo de Daniel Pereira.
 
Com origem em 2008 (enquanto Mexefest), o Super Bock em Stock sempre se afirmou como um festival diferente dos demais contribuindo para isso três factores essenciais: primeiro, pela peculiar altura do ano em que se realiza, fazendo dele dos poucos festivais de música a acontecer no inverno.
Em segundo, porque promete apresentar artistas e bandas em ascensão, sejam estes do panorama nacional ou internacional, dos mais variados estilos de música. A única condição é existir qualidade.
Por último, porque para descobrir estes novos artistas é necessário fazer um exercício de deslocação pois este não é um festival de um palco ou até dois ou três palcos. Ao todo são nove as salas que irão proporcionar ao público as melhores experiências musicais mas também permitir descobrir vários cantos da cidade. Cinema São Jorge , Capitólio, Teatro Tivoli BBVA, Maxime, Garagem EPAL, Estação Ferroviária Do Rossio, Palácio Da Independência, Coliseu dos Recreios e Casa do Alentejo são os locais onde passará o SuperBock em Stock.
No que toca ao hip-hop, os nomes serão certamente do agrado da massa adepta: NGA, Lazy, Lolo Zoaui, Russa, Masego, Rejjie Snow, Pedro Mafama, SP Deville, Maria VS Sensei D e Darksunn.
O preço dos bilhetes (passe para os dois dias) custa 45€ até dia 22 de novembro e 50€ nos dias do festival.