Hip Hop Rádio

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rEPORT SDC: HHR À CONVERSA C/ BISPO | PLUTÓNIO | iVANDRO | AJAXX

Estivemos à conversa com BispoPlutónioIvandro e Ajaxx sobre as suas carreiras, a volta aos palcos, o panorama atual da cultura Hip-Hop e tantos outros temas, que aconteceram durante a nossa passagem no festival Sol da Caparica.

Ouve abaixo esta emissão conduzida por Daniel Pereira

Vê ainda fotografias de alguns momentos Hip-Hop que aconteceram na edição deste ano do festival, por Nayara Silva e Bruno Marques.

Bispo e D´ay trazem-nos “Certezas”

3º single do projeto “Mudanças”.

Depois de “Pedro“, Bispo e D´ay disponibilizam mais um single do EP colaborativo “Mudanças“. Produzido por D´ay e Frankieontheguitar, “Certezas” conta ainda com o saxofone de Miguel Leitão.

O videoclipe foi realizado por Victor Hugooli

Bispo e D’ay apresentam “Pedro”

Já se encontra disponível o segundo tema de “Mudanças”, álbum colaborativo entre Bispo e D’ay. “Pedro” é o nome do novo som resultante de ambos.

Tendo como título o primeiro nome de Bispo, a faixa centra-se precisamente no artista de Mem Martins, que foi também o autor da letra. A produção é de D’ay, a mistura e masterização de Michael ‘Mic’ Ferreira, tendo o single sido ainda gravado por Duarte ‘Prisma’ (Prisma Rec).

De recordar que o primeiro som deste álbum, “Influencer”, foi apresentado no ano novo, conforme noticiou a Hip Hop Rádio. A obra será editada em 2021.

Bispo apresenta primeiro som do próximo EP

Bispo tem um novo tema à vista. O músico de Mem Martins acaba de lançar “Influencer”, música que surgiu em colaboração com D’ay.

A letra de “Influencer” é da autoria de Bispo e a produção é de D’ay. Gravada no Dynamic Studios, a faixa conta ainda com a co-produção de FRANKIEONTHEGUITAR e a mistura e masterização de Michael “Mic” Ferreira.

Este é o primeiro som desvendado daquele que será o próximo projeto de Bispo, o EP “Mudanças”. A obra será editada este ano e é um trabalho colaborativo com D’ay.

Primeiro estranha-se, depois entranha-se: a cultura é mesmo segura e o rap está de volta aos grande palcos

Plateia sempre sentada, máscara obrigatória e dispensadores de álcool gel em cada canto. Parece uma realidade distópica, mas é o mundo em que vivemos atualmente. O SBSR Em Sintonia mostrou que a cultura é segura e a música fez-se ouvir, em alto e bom som, no Altice Arena. | Por Daniel Pereira

Há algo que nunca irá mudar: o gosto que o público português tem por música e a grande interatividade com os seus artistas favoritos. Nos passados dias 17 e 18 de dezembro, estivemos no SBSBR “Em Sintonia” e mesmo com todas as medidas de segurança e restrições impostas pelos tempos atuais, pudemos sentir um pouco do que antes era ir a um festival: a correria entre palcos, os gritos e aplausos; enfim, toda aquela sonoridade. É de louvar o esforço da Música no Coração na promoção deste evento e o respeito de todas as regras por parte do público português.

No primeiro dia de festival, depois de várias conferências, sobre a adaptação da cultura a estes novos tempos, a começarem ao início da tarde, no espaço Moche Talks, os ouvidos viraram-se para o Palco Santa Casa. Ivandro deu o pontapé de saída com um concerto intimista e nada melhor que uma voz incontornável da nova geração para começar o SBSR Em Sintonia. Apesar da curta duração, pudemos assitir a um grande concerto que contou com muitos hits, a presença de Bispo em palco para “Essa Saia” e muitas palmas a percorrerem todo o espetáculo culminando o seu fim com “Mais Velho”. A sonoridade urbana no seu melhor.

No palco Ermelinda Freitas, vimos Domingues que, com casa completamente cheia, deu um concerto bastante emotivo. O novo nome da Good Fellas Good Music vai com toda a certeza dar muito que falar, dada a legião de fãs que possui e comprovada pela quantidade de pessoas que aguardavam para assistir ao concerto fora da sala que, devido às medidas de segurança, era limitada e se demonstrou pequena para a gente que podia ter. O hit “FICA.”, contudo, não faltou e fechou o concerto com chave de ouro.

De seguida, e na mesma sala, subiu a palco Amaura que nos transportou para um daqueles bares calmos em que podemos desfrutar de soul, jazz e blues e que pedem a companhia um bom copo de vinho. A artista funde esses três estilos no seu álbum “EmContraste” e ainda adiciona o rap, uma mistura que pudemos ouvir ao longo de todo o seu concerto. A voz inconfundível da artista e as rimas e mestria nos pratos de TNT foram a combinação perfeita para uma atuação que encheu a alma de todos os presentes.

Já no palco Superbock seguia-se Chico Da Tina que deu o concerto mais peculiar de toda a edição. O EP “Trapalhadas”, o álbum “Minho Trapstar” e vários singles de sucesso foram um dos lados da moeda deste concerto. No outro, foi toda uma série de eventos que fizeram um espetáculo à parte: trocas de roupa a meio do concerto (e em palco), apresentação de artefactos, uma espécie de strip-tease, muitos convidades (a transição entre eles foi simplesmente hilariante), cantares regionais e concertina; enfim, houve de tudo e de tudo o público gostou, pois é impressionante a quantidade de fãs que Chico da Tina tem. Ah, e “da Tina” não vem da parte da mãe, é sim o nome da concertina, facto que Chico quis deixar bem claro durante o concerto. Um entertainer estrondoso, essa é a verdade, e um espetáculo que fez jus ao palco que pisou.

Profjam & Benji Price fecharam a primeira noite de SBSR Em Sintonia naquele que era o concerto mais aguardado do primeiro dia (e talvez de todo o festival); sentença final: não desiludiu. “Estamos sentados em palco pois queremos estar ao mesmo nível que vocês” – disse Profjam, a determinada altura. Foi assim que ambos os artistas se apresentaram e, numa toada intimista, mas que deitou cá para fora com toda a pujança a musicalidade de “System”, fizeram daquela hora uma das melhores do ano de 2020. O público cantou e gritou todas as músicas do álbum, Profjam esteve exímio como sempre e Benji Price mostrou que é um artista diferenciado e parece sabe fazer tudo bem. Quem não conhecia a sua vertente de intérprete passou não só a conhecer como a apreciar. Apesar de já anunciada, fez-se também a despedida da Think Music com o temas “Imortais”, que fechou o concerto. E é mesmo isso que esta atuação será: imortal.

O segundo dia de SBSR Em Sintonia trouxe-nos “apenas” Papillon, mas encheu-nos, e de que maneira, as medidas. Este foi sem sombra de dúvidas o concerto mais emotivo de todos os que pudemos assistir. Acompanhado com banda, o MC da GrogNation tocou várias músicas do seu aclamado álbum de estreia “Deepak Looper” e também alguns singles mais recentes. Já sabíamos que na parte musical o concerto seria memorável; e foi, mas o que nos apetece mais escrever é sobre o ser humano Rui Pereira. “Hoje venho aqui com um sentimento agri-doce, não minto. Estou muito feliz por estar aqui, por ter esta oportunidade que muitos colegas meus não podem ter, de vos dar alegria e um bom momento. Mas tenho medo que alguns de vocês levem para casa algo mau, que não desejavam, pois todos sabemos os tempos que vivemos.” – este foi apenas um dos muitos momentos (e mais do que o habitual) em que Papillon falou com o público. Afirmou ainda – “não façam disto uma selva, respeitem o outro, vamos superar isto tudo”. Foi completamente notório o quão o artista está a sentir estes tempos conturbados e acreditamos que para ele, tal como para todos os presentes, este concerto foi uma terapia. Houve momentos para chorar, dançar e, enfim, sorrir. Fica a certeza que, deste concerto, só levámos coisas boas.

Voltámos a ouvir rap nestes grandes palcos, mas não só: fica também a certeza que daqui para a frente mais eventos serão possíveis de ocorrer. Os tempos não são fáceis, mas em conjunto conseguiremos superar tudo e passado o tempo de estranheza, resta-nos entranhar esta nova realidade. Cabe a toda, e a cada um, fazer esse esforço. A cultura é segura, e nunca acabará.

Guia HHR: outubro quente traz o diabo no ventre

Outubro quente traz o diabo no ventre. Podia também escrever “outubro quente traz hip-hop no ventre”, que faria igualmente sentido quando nos deparamos com o que este mês deu aos hip-hop heads de Portugal: álbuns, singles, videoclips de renome, bangers, temas ainda por desvendar. Do regresso a solo de Sam The Kid – coroando o ano com Mechelas – à estreia no formato longa-duração de Subtil, a mais um (grande) disco underground dos Colónia Calúnia, aos singles aclamados de Deau, Allen Halloween, Virtus e Holly Hood, entre tantos outros. Não obstante os lançamentos internacionais, o Guia HHR deste mês é dedicado ao hip-hop nacional.

Foi Holly-Hood quem estreou o mês com mais um single da segunda parte de Sangue Ruim, após “Cala a Boca”, lançada há cerca de um ano.”Miúda”, produzida, misturada e masterizada por Here’s Johnny (quem mais?), apresenta-se com um vídeo realizado pelo próprio MC, que já arrecadou mais de dois milhões de visualizações no YouTube e até contou com uma “resposta”, por Annia. O artista da Superbad. ainda não revelou qualquer data para Sangue Ruim. 

Regressou com um “Aviso”, este ano deu o “Ponto de Partida” e no final de setembro disse ser”O Mesmo”, e a verdade é que o mesmo Deau conquistou mais uma vez o público com “Traça a Linha” e “Simples“, ambos os singles produzidos por Charlie Beats nesta que é muito provavelmente a amostra de um novo álbum, depois do  rapper portuense editar Retissências (2012) e Livro Aberto (2015).

“Parceiro tu não te baralhes
Se estiveres a dar cartas na área
Guarda os trunfos que tiveres na manga
Para na altura certa recolheres a bazada
Porque se eles quiserem o ouro
Dão-te com paus até te virares do avesso
Ficares encurralado entre a espada e a parede
Fechado em copas até te encontrares seco”

Deau em “Simples”

Fonseca e Senhor Timóteo foram dois dos artistas que iniciaram o mês com o pé direito: “Deixa Que A M*rda Passe” é o single de apresentação da dupla para um EP em conjunto de quatro temas, no momento em que Fonseca se prepara também para lançar Domínio Do Delírio, com Cripta, que assina a realização deste videoclip, assim como a mistura, a masterização e as vozes adicionais da faixa.

O início do mês trouxe também à tona Subtil, outrora conhecido por 100Nome, que chegou “sem nada a temer”. Áquem-mar é o seu álbum de estreia, “um disco produzido e gravado por Praso no Artesanacto”, que sucede ao EP Venho Pelo Meu Nome e conta com 12 temas, incluindo o single “Cada Um”. É de notar o carinho da label Artesanacto pelo newcomer algarvio (…), apadrinhando o projecto com as suas produções (Montana e RichardBeats assinam um instrumental cada, Praso compôs os restantes onze, incluíndo a “Intro”) e com participações de Mass, Tom, RealPunch, Dani, JV e Odeo.

“não sou velha nem nova eu sempre fui expulso da school”

https://www.youtube.com/playlist?list=PLF374FfAS_kioVqSaFu0SxT8zn1cJ2y0R

Mas foi a 13 de outubro que Samuel Mira abalou a estrutura com Mechelas, o álbum de regresso, sucessor de Pratica(mente). Note-se que é maioritariamente um álbum em que STK atua como maestro, o inevitável produtor de toda a obra, alicerando nela nomes como GROGNation, Phoenix RDC, Ferry, Blasph ou Sir Scratch, sendo que todas as faixas já foram publicadas na plataforma TV Chelas. “Sendo Assim” foi a cereja no topo do bolo: Samuel a solo, desde sempre “na life de mil e cem romanos” a rimar num tema que já encontrou lugar no coração dos hip-hop heads. 

Sam The Kid prepara agora Classe Crua com Beware Jack. A edição física do Mechelas pode ser adquirida na loja online da TV Chelas por dez euros.

Confirma-se o mês entusiasmante. E ainda não está perto de terminar:

A 12 de outubro, Amon e Nero e Dj Sims brilharam num instrumental de Groove Synthdrome numa faixa intitulada “Sem Tirantes”, editada pela Pipa de Vinho Rec.

Allen Halloween e Maradox Primeiro, que são um e o mesmo, tentaram diminuir a ansiedade dos fãs do MC “Na Porta do Bar”.

Mais música por Apollo G, “Bem di Baixo”, desta vez com Bispo e Landim e produção de RDG. O tema pertence à mixtape Sucess after Struggle.

Com produção de Andrezo e participação de Murta, Domi estreou “Rosas”, tema que é acompanhado pelo vídeo de Tomás Zimmermann.

A recente Andamento Records publicou “Way”, tema que une Lil Ameal e VIC3 num produção de mendez.

Depois de “Ainda Não Tem Nome”, Virtus aliou-se a SP Deville para o tema “Trapézio”, prenúncio para um novo álbum depois de UniVersos, e conta com uma animação e ilustração de excelência, por Paco Pacato:

“não é questão de lógica é a relação morfológica
não recito ou declamo, repito o que reclamo
na verdade que nos afronta sem frente
que me desmonta e desmente
esta é a segunda a vez que eu fico assim para sempre”

rap das Caldas da Rainha também teve uma palavra a dizer este mês: “Flor de Maracujá é o novo single de Stereossauro, o sucessor de “Nunca Pares”, e conta com letra de Capicua, voz de Camané e uma sample de Amália Rodrigues. A realização é de Bruno Ferreira. O tema fará parte de Bairro da Ponte, que é esperado sair em breve e será editado pela Valentim de Carvalho. O comunicado refere-se ao álbum como “a nova voz de uma velha cidade que pede para ser ouvida”.

Ainda na “cidade das rotundas”, Scorp publicou “Cara Lavada” e já tem nome para o novo projeto: Visão Noturna. Também T-Rec publicou “2T”, faixa com scratch de Stereossauro e instrumental de DONTLIKE.

Com mais um lançamento em 2018, A Vida Continua é o novo álvum de estúdio de Boss AC, sucedendo ao EP Patrão. do qual se reeditaram os temas “As Coisas São Como São”, “O Verdadeiro” e “A Vida (Ela Continua)”. “Por Favor (Diz-me)” é o primeiro single do álbum de 12 faixas e conta com a voz de Matay e vídeo da WILSOLDIERS.

Também Spliff, produtor e agora MC da Madorna, estreou o seu primeiro álbum na arte das rimas este mês. “Miráculo” fora o mais recente aviso e Risco o culminar. São, ao todo, 14 temas, com participações de Zeca, Vulto, Nog e KidSimz. Quase todos os instrumentais foram produzidos pelo habitual companheiro de Dillaz, este que não entra em nenhuma faixa.

E a corda já tá no pescoço
Tu não faças o que eu digo
É mais fácil ires a Marte
Do que seres aquilo que eu vivo

Spliff em “Confundido”

A fechar o mês, destaque ainda para Chá de Camomila, EP de Toy Toy T-Rex, rapper da Linha de Sintra associado à BANDOMUSIC, que conta com 11 faixas e participações de Mafia73, Yuri da Cunha, DCOKY e Nimsay.

Single novo de Jotta R, MC de Évora: “Tão Good“.

holympo também tem novo música: “Palavras”, uma ” versão da balance do lord d”. Manthinks colaborou com DUQUEGOTBEATZ em “GAME MODE“.

TNT foi outro dos rappers com singles publicados. “Flow” é a primeira amostra do próximo EP do MC de Almada, que se alia a DJ Player e AMAURA (Maura Magarinhos), num videoclip assinado por Manuel Casanova. A Mano a Mano disponibilizou também “Missão a Cumprir” no seu YouTube oficial, o primeiro álbum dos M.A.C.

Para o final, reservamos o álbum de outubro (talvez do ano). Os Cólunia Calúnia já tinham avisado com “Caixão” [em baixo], mas só no final do mês é que [caixa] chegou ao público. O coletivo edita mais um trabalho este ano, desta vez com rimas de Secta e instrumentais de Metamorfiko. L-Ali, Nerve e Tilt são os convidados deste álbum que sucede a MONRÓVIA, CONSÓRCIO, LISTA DE REPRODUÇÃO, YARIKATA, RETARDED TEMAKI, EYELASHES GONE a@, todos eles publicados este ano no BandCamp do coletivo.

Se a expressão “quantidade não é qualidade” costuma vestir o hábito da verdade, com os Colónia Calúnia essa métrica não se aplica. Rui Miguel Abreu, na sua crítica ao álbum, afirma mesmo:

[caixa] exige atenção. Cospe na cara, chuta nos tomates, grita nos ouvidos. Não admite distracções. Não dá para ouvir a fazer o jantar ou enquanto se está de olhar perdido na janela que desenrola o caminho que falta para chegar a casa, ao sofá. Escutar no escuro, sem estímulos externos, é a melhor maneira de entrar neste labirinto de sons, de sílabas, de ideias, de nós de sentido, de pequenas torturas ao pensamento. Dói, mas é bom. Custa, mas é de borla”

e acrescenta ainda:

“Este é o melhor disco do ano que quase ninguém vai ouvir.”

Afinal, “qual é a cor do céu da boca de um Estrumfe?”

Um outubro quente, um novembro para ficar em casa a ouvir todos os singles, mixtapes, EP’s e álbuns que o Guia HHR aqui lista, analisa e destaca. Um mês para recordar. 

Ensaio de Bruno Fidalgo de Sousa

“A História do Hip Hop Tuga” vai ter novo capítulo


Segunda edição vai ter lugar em Lisboa, na Altice Arena, dia 8 de março de 2019. Bilhetes já à venda a partir de 20€.

“A História do Hip Hop Tuga” marcou o Sumol Summer Fest e o verão de 2017. Face ao sucesso do espetáculo, tanto dentro como fora de palco, o público poderá ver um novo capítulo já no próximo ano.

O conceito do evento é simples: percorrer a história do Hip Hop português – que conta com mais de 25 anos –  trazendo a palco nomes representativos desta cultura. Sam The Kid, General D, Black Company, NBC, Mind Da Gap, Dealema, Capicua, Allen Halloween, Dillaz ou GROGNation foram alguns dos nomes que subiram a palco no ano passado. A nova edição  contará com mais nomes, tanto rappers old school como emergentes, mas não só: também dj’s, writersb-boys completarão a festa.

O elenco será apresentado a partir de setembro. Entretanto, os bilhetes estão à venda na Blueticket e nos locais habituais.

Bispo | Dissecação

“Um brinde à minha raiz, 2725 Algueirão Mem Martins” – Mentalidade Free

Pedro Bispo, rapper de 25 anos natural de Algueirão – Mem Martins, vinca bem a sua posição no rap sem nunca se esquecer do seu ponto de partida. Apesar das inúmeras referências do rapper à sua raiz em diversas faixas, Bispo apresenta, com Mentalidade Free, uma faixa com conteúdo dedicado às suas origens. No fim, o ouvinte é saudado – “Seja bem-vindo”, sendo recebido com prazer na realidade apresentada pelo artista.

“Discman na sacola, com o Sam, Sobre(tudo)” – Baú

Uma das grandes influências do rapper foi Sam the kid, com a faixa O Recado, pertencente ao álbum Sobre(tudo). São ainda destacadas pelo rapper outras músicas que o influenciaram bastante, em concreto Charuto cubano pertencente aos Da blazz e O nosso nome dos Mind da Gap.

“Desde kid a curtir bom rap, e agora um killer a matar a track” – Amén

O contacto com o rap dá-se desde tenra idade. As influências resultam numa vontade enorme de escrever e criar conteúdo. Aos 11 anos grava a sua primeira música. Ao olhar para o seu caminho, Bispo reconhece a evolução que teve ao longo do percurso.

“Deus é grande como diz o Fumaxa” – Sem Máscaras

Mais que um produtor, Fumaxa é um amigo. O trabalho entre os dois, de forma consolidada, tem início em 2014. Antes disso já tinham dado um lamiré do resultado do processo criativo de ambos, como podemos constatar, por exemplo, na faixa Mentalidade Free que data de 2013.

“E é deitado que penso, enroscado na manta, Se mereço um terço do amor de quem ama” – Aviola

Bispo reconhece que nem sempre foi correcto com a avó, com quem vive. O pouco tempo presente com ela e a falta de atenção têm um pesar na sua consciência. Isso fá-lo questionar se merece todo o amor que recebe da avó, que o adora. Apesar disso, Bispo vê a avó como um “porto-seguro” e promete compensá-la – “E um dia vou-te dar mais que a minha palavra, prometo”.

“Aos 20 outra realidade, 2725 a andar de botas na parada” – Alarme

Uma fase bastante marcante da vida do rapper dá-se aos 20 anos, quando entra para a Força Aérea. Esta vivência faz com que ganhe outra perspetiva da vida, contribuindo para o seu crescimento. Bispo assume que foi, sem dúvida, uma experiência única e positiva.

“Lutar não custa tanto, nem na rotunda abrando!” – Sem Mágoa

A luta e entrega do rapper para fazer cada vez mais e melhor têm dado frutos. O nome do EP lançado em 2017,“Fora d´Horas”, reflete a dedicação, as noitadas e o tempo fora de casa em prol da sua criação. Além da EP lançada, foram alcançadas outras metas. Em concreto, Bispo esteve pela primeira vez no MEO Sudoeste como artista e esteve ainda no palco principal do Sumol Summer Fest. Despertou também o interesse das editoras e, no verão deste ano, assinou pela Sony Music Entertainment.

“Eu sempre quis e fiz para fazer vida disto” – Necessidade

Do sonho para o palco, Bispo continua a rimar avidamente. A “Necessidade” musical e o trabalho demonstrado elevaram o rapper a um patamar bastante promissor no panorama do Hip Hop nacional actual. A correr “como dá”, decerto que o artista continuará a surpreender os ouvintes!

Escrito por: Tiago Francisco

 

Foto-reportagem | Bispo em Santiago do Cacém

No passado sábado estivemos em Santiago do Cacém para ver Bispo e Fumaxa, numa festa organizada pela comissão de finalistas da Escola Padre António Macedo, a comissão Golden. O evento contou ainda com a co-organização da agência de viagens Crew que viaja para Gandia. Espaço acolhedor, muito boa organização, grande feedback dos artistas, participações especiais em palco (Gson e Frankie Baptista) e o público a vibrar até ao fim fizeram com que quiséssemos mais festas desta organização. Aqui fica a nossa foto-reportagem de um exemplo perfeito de uma boa festa.
Fiquem atentos à Golden!

Fotografias por: Carlos Pfumo, Daniel Pereira e Matheus Silva