Hip Hop Rádio

Peia: “Acho que só faz sentido fazeres algo quando tens um propósito”

Pedro Pinto, mais conhecido por Peia, começou a ouvir hip-hop em miúdo e a paixão pela cultura foi surgindo sem dar conta. Quando o flow de Boss AC lhe chegou aos seus ouvidos, despertou em si o gosto pela musicalidade presente nas suas músicas. Também Da Weasel lhe abriu portas para explorar, crescer e apurar todos os sentidos e começar a envolver-se mais na cultura, sabendo as letras mesmo sem perceber o que estava a dizer.

O que te levou a aventurares-te na música?

Basicamente é como um instinto de criatividade que tu sentes. Uma das cenas que sei que me influenciou bué a dar o passo de escrever foi mesmo quando surgiu o freestyle ou o improviso no meu grupo de pessoal que também curtia ouvir hip-hop, a criatividade estava tão presente que ya, comecei a escrever e a explorar mais a língua portuguesa como nunca antes o tinha feito e a sentir cada vez mais o gosto.

Com isto também sinto que a procura daquilo que achamos ser perfeito leva o seu tempo, às vezes muito até. Eu, o Xila e o Proper criámos a “sombra”, um grupo que já está aí desde 2017 que juntou muitos rappers da cidade nesse movimento, com vários concertos pela cidade com grande apoio local, vários sons pela Internet mas aí eu ainda não gravava, era só concertos porque nada me soava bem.

Como tem sido o feedback do pessoal à tua música?

Sempre o senti por bem. O movimento sombra fez sentir muita coisa, foram vividos grandes momentos com um feedback muito bom. Agora com sons a sair mais a solo continuo a sentir um bom feedback, principalmente de quem eu acredito que procura ouvir o que eu procuro dar a ouvir, é muito gratificante sentir isso. Há coisas que acontecem e fazem valer a pena,  sem “game”, sem “over”.

Quais as tuas maiores influências dentro da cultura?

Influência é algo que sentes ser contagiante, mais que músicas são as pessoas que nos alimentam, seja de que maneira for. Tanto artistas como ouvintes, como os movimentos que surgem nos influenciam. As minhas maiores influências dentro da cultura são principalmente os meus amigos, são as vivências.

Onde gostavas de chegar com a música? Tens algum objetivo já estabelecido?

Não tenho nada estabelecido em concreto, nunca dei tempos e prazos a nada. Acho que só faz sentido fazeres algo quando tens um propósito e o que me motiva a fazer algo neste momento é sentir que estou a alimentar alguém com a minha música, mesmo eu.

Consegues revelar algum projeto que esteja para sair, se é que estás a pensar nisso?

Sem prazos, lá está (risos). Mas irá sair uma MixTape com vários momentos que para mim foram importantes. Tenho várias ideias que aos poucos ganham as bases necessárias e espero lançar vários projetos daqui para a frente.

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