Com os pés na Terra e a cabeça na Lua, Fernando Gariso não se deixou dormir. Numa operação de descoberta entre a música pop, o universo do rock e as rimas do rap, fez questão de deixar claro que – citando o próprio – está aqui para se tornar uma lenda.
O mês passado, mais precisamente dia 13 de fevereiro, VSP AST – Vespa Asiática – apresentou o seu primeiro álbum de estúdio, LOBOTOMIA POP. O artista conimbricense, que carrega o nome da sua cidade no discurso e no trabalho, trouxe novamente produto fresco, como fazia a sua “avó lá na praça”. O projeto conta com 13 faixas, tem a duração de 31 minutos, e veio suceder o EP, Putos Fixes Não Dormem, publicado em abril do ano passado.
Com o seu álbum cá fora, a Hip-Hop Rádio teve a oportunidade de estar com o artista, para uma conversa onde foi possível explorar mais a fundo os temas do longa-duração, bem como parte da direção criativa do mesmo.
Bem, se calhar começo por te perguntar como é que tu te sentes com o álbum cá fora? Muito mais tranquilo, mano. Estou muito mais aliviado.
Com o álbum cá fora, já estás com a cabeça a pensar em mais música ou aproveitaste para desligar um bocado?
Não, mano, opa infelizmente queríamos desligar, mas ya, já está a andar.
E em termos de feedback geral, como te tens sentido?
Epá, estou a adorar a maneira como a malta fala da minha arte e como falam da maneira da produção do Bap (Bapcat) e do Survival. É incrível como as pessoas também conseguem tipo, lá está, chegar ao nosso ponto, é bué importante. A malta fala bué da minha letra de uma maneira séria comigo, eu falo de maneira bué séria com as pessoas quando falam nesse sentido da letra porque lá está, eu sou um gajo bué aberto e a malta também me esclarece as dúvidas que tem para esclarecer. Tenho sentido um amor mesmo muito grande por parte da malta. Tem-me conquistado cada vez mais e tem-me dado bué da força, uma força que eu precisava mesmo para acreditar e ter mais vontade ainda. Lá está, por isso é que eu nem consigo desligar da música. Isto foi tão bem recebido, que eu só quero começar a pensar em trabalhar no próximo projeto para entregar à malta mais sonoridade.
Em abril do ano passado, lançaste o teu EP, Putos Fixes Não Dormem. Desde essa altura até agora, consegues datar mais ou menos quando é que o álbum começou a surgir na tua cabeça?
Já estava a surgir. Quando lançámos o EP, Putos Fixes Não Dormem, já tínhamos faixas deste novo álbum. Imagina, a ideia estava lá, estava-se a começar a construir. Nós basicamente trabalhamos com muita antecedência, fazemos bué sons e depois agrupamos, lá está, consoante a identidade do projeto que queremos passar. Este aqui já tínhamos algumas faixas gravadas e depois a ideia começámos a trabalhar só depois do EP.
E o processo a nível criativo já lá estava também ou foi se desenvolvendo depois?
Foi-se desenvolvendo depois de tudo, sim, um bocado mais.
Eu quero começar pelo título: LOBOTOMIA POP. Da minha perspetiva, eu imagino que possa ser um mix do que é a tua personalidade e depois, no fundo, o que é o teu trabalho. A parte da lobotomia a ir buscar o experimental e inovador, e depois o Pop o teu lado mais expressivo. O que é que queres transmitir com este título?
Ainda bem que pensaste isso e está de acordo com os meus pensamentos também. Mas também, lá está, era trazer um pouco de identidade. O objetivo principal era nós trazermos um bocado de volta à identidade ao Pop. E sim, era preciso basicamente ser uma operação controversa, se calhar, com algumas… sei lá, um tipo de escrita um bocado diferente daquilo que a malta está habituada a ouvir no Pop. Eu sou muito visual nas cenas e Lobotomia apareceu-me na cabeça. Estávamos num grupo de amigos a falar, e eu estava a visualizar mesmo as pancadas, estás a ver? Tipo o meu som a dar as pancadas no cérebro das pessoas, para que ouvissem um Pop diferente. Era um bocado isso, quero transmitir a ideia de que há personalidade no Pop.
Quando pensaste na proposta criativa do LOBOTOMIA POP, e todo esse visual das pancadas, foi algo que surgiu na tua cabeça e tu apresentas à malta, ou descobriste a falar em grupo?
Isso é a ideia inicial, estás a ver? Foi o primeiro momento em que me aproximei da ideia que eu queria. Depois, claro, trabalhei uma beca com os meus amigos e tentámos perceber se era mesmo um conceito que podia abranger mais coisas – e felizmente sim, é um conceito que dá para tirar ou dá para extrair muita coisa.
Vou citar a primeira quadra do projeto, na Túnel: “Quantas noites foram passadas a pensar na passagem para outro lado / O pica enrolou-me a conversa a dizer que o meu bilhete tava caducado / Fiquei-lhe a dever um obrigado / Se calhar ele é que ficou enrolado”. Formas de expressão como esta, em que, de uma forma engraçada, contornas os temas que se calhar são mais pesados, é algo que te sai facilmente, ou é algo que tentas mesmo cavar para falar de coisas que têm um fardo mais pesado?
Está aí, com um pouco de alívio na letra, mostrar o peso de algo que eu senti. E eu sou bué assim, acho que se eu fosse pesado nas duas maneiras, de sentir e de passar para o papel, ia ser uma pessoa que eu, como artista, não ia gostar. Eu não ia gostar desse Fernando, artista. E é tudo natural, não forço mesmo nada o tipo de escrita que tu vês. Lá está, sou eu a explicar-me, que por palavras mais cruas não ia conseguir. Prefiro explicar-me com metáforas e meter-me num ambiente visual onde que consiga escrever sobre esses elementos que vejo.
A Túnel é produzida pelo Bapcat, juntamente com os temas Horas, Cheesecake Problemas, Tony Stark, Piadas, Fallin4U e Love VSP. Como é que surge a tua ligação com o Bap, há quanto tempo é que trabalham juntos?
A primeira vez que fomos a estúdio foi para aí há dois anos. Nós combinámos uma sessão de estúdio e tal, e depois o Bap convidou-me para o projeto das Bapcave Sessions. Depois disso, demo-nos muito bem, também porque ouvíamos o mesmo estilo de som e tínhamos maneiras de ser muito parecidas. Somos os dois bué efusivos, mas depois também meter a cabeça no tronco e perceber as cenas. Revejo-me bué nele e acho que ele também se revê [risos].
Ao longo do álbum, surgem também como produtores o Survival, a Cozy e o Timóteo. Eu sei que o Timóteo é o teu teclista e que o Survival e a Cozy já trabalham contigo há algum tempo. Como é que eles entraram no teu trabalho?
O Tiago da Cozy é o meu baixista também. Antes de assinar com a Sony, eu trabalhava com o Timóteo. Ele tem um estúdio lá em Coimbra e das primeiras pessoas que eu conheci que me meteram o bichinho da música foram o Timóteo, o Gui e o Fernas – o Gui é o meu guitarrista e o Fernas é o meu baterista. Este foi o primeiro núcleo, mas, eu antes disso, também tinha outra banda, que não é a que tu vês agora. Depois, a Sony apresentou-me o Survival, disseram-me que ele era bué fixe e eu tive de ir lá fazer uma sessão e epá curti bué. Somos de gerações diferentes, mas a maneira de pensar dele é bué atual. Acho que o único choque que houve foi a cena de me ter dado bué bem com ele, a cena de «como é que é possível?» Ainda por cima, a ideia que tinha era que ele era um gajo vinha de um núcleo bué fechado do rock e do hardcore, e afinal de contas, foi um ganda bacano. Ele ensinou-me muito sobre a música e muito sobre a maneira de estar na indústria. Ele é um pilar ainda hoje, claramente, daquilo é o VSP AST. Depois, o Timóteo sempre foi um gajo que me ajudou também a escrever. É um gajo que potencia as minhas ideias. Eu tenho bué ideias, mas sou hiperativo e às vezes acabo por não conseguir uni-las e ele faz esse trabalho de cimento.
Um produtor executivo quase.
Exatamente, podemos lhe chamar assim. Eu acho que pode ter essa cena, mas mais na parte da escrita, estás a ver? Ele une bué bem as minhas ideias, é um gajo que lá está, também me sinto confortável porque já trabalho com ele há anos. Opa, e são tudo pilares do que eu vejo que é o VSP AST. Aliás, eu agora cada vez gosto menos de dizer que o VSP AST sou eu. Acho que isto não é só o Nando, eu quero que seja começado a ser reconhecido como uma banda. E pronto, tenho a felicidade de ter gajos que trabalham muito bem, serem grandes produtores e serem amigos, é isso o que interessa.
Tu depois, na Piadas, tens o Frankie também, como é que aconteceu com ele?
Olha, boa história. Eu e o Bap abrimos uma live do YouTube e o Francisco passou lá para mandar uns loops de guitarra. Estavam lá vários loops bué bons, mas aquele da Piadas foi o que me saltou logo ao ouvido. Eu disse: «oh Bap, faz um instrumental e usa as guitarras do Frankie» e opa, fizemos o som todo em live. A letra fui cuspindo ali ao vivo e foi uma experiência bacana. Foi com esse som que eu percebi que às vezes o momento em que tu estás é que te dá o som – não invalidando que tu possas demorar 3, 4 meses a escrever uma letra e que depois seja uma obra de arte do caraças. Ainda por cima eu que sou tipo bué despassarado e na hora consegui ali retratar o que estava a sentir.
À data desta gravação, saiu ontem o teu primeiro episódio de um conjunto de behind the scenes do projeto. Primeiramente, e indo um bocado ao encontro com aquilo que eu falei há pouco das letras, eu queria tocar numa parte desse vídeo em que tu falas de um verso da Manicómio. Tu próprio dizes que é um verso que te saiu na hora, que nem te faz sentido, e mesmo ao longo do vídeo demonstras sempre uma postura bué descomprimida no que toca a tua arte. Isto é a tua forma de olhar para as coisas, ou sentes que isto ainda é meio uma fase de experimentação?
Não, mano, isto é a minha maneira de olhar para as coisas. Claro que eu posso evoluir para outra cena, mas eu acho que o tipo de escrita vai ter sempre estes toques. Acho que é mesmo a minha despreocupação e é uma barra que mostra mesmo a minha despreocupação com o que está a acontecer no momento. É uma cena que eu estava a sentir e a verdade é que fazendo ou não sentido faz sentido para a personalidade que eu tenho. Se calhar se tu ouvisses o Diogo Piçarra a cuspir isto ficavas tipo «epá, isto é estranho, o que é que este gajo está para aqui a dizer?» [risos]. Mas se calhar se eu dissesse «eu continuo de pé!» também ficavas a pensar no que é que eu estava para ali a dizer. Cada artista tem a sua personalidade e defendo cada vez mais que a música é a personalidade artística. Às vezes não é o sentido mas é a vontade de me expressar como pessoa.
E achas que depois disso, o facto de a música poder ou não resultar, pode influenciar a forma como trabalhas?
Boa pergunta… Mas não, eu acho que nunca que me vou vender a um estilo que não se identifica com o que sou. Então, não.
Ainda tocando nesses behind the scenes, queria-te perguntar o porquê. Sei que já é costume os vlogs, fizeste uns, por exemplo, no Meo Monte Verde ou no Musicbox. O que é que te faz querer demonstrar este lado?
Eu sempre curti bué de Youtube e há um bichinho em mim que ainda vive bué os skywars do Tiagovski [risos]. Foi uma altura mesmo fixe a minha infância e foi bué bacana também por causa deles, desses criadores de conteúdo. E depois há outra cena que eu me fui apercebendo: para além de gostar de fazer isto, eu aproximo os putos – que eu não gosto de dizer que são fãs, gosto de mencioná-los como “meus putos”. Os vídeos também são algo muito fácil para me defender, porque quem vê e não gosta percebe que a cena do VSP AST não vai ser a cena deles – enquanto que há outros gajos que vão ver os vídeos e vão se identificar com a nossa maneira de ser e vão se conectar. Os vídeos são uma parte importante, é um investimento nosso para continuarmos ligados aos nossos ouvintes de maneira a que possa trazer ainda mais ouvintes de uma forma orgânica e filtrada.
Sentes que é uma parte essencial do artista também demonstrar esse lado? Quem ele é no backstage e também a ajudá-lo a compreenderem-no além das músicas?
Depende muito dos shows que nós tivermos, mas vamos continuar com este conteúdo e o meu intuito este ano vai ser um pouco diferente. Vai ser com o intuito de mostrar a um jovem, ou a alguém está a começar, as dificuldades das cenas e como é que as cenas acontecem – mostrar coisas simples, tipo, o fogo que está ligado a 4 botões e todos os mecanismos envolvidos, para tentar extrair um bocado mais da parte técnica de um show. Queremos mostrar às pessoas como é que nós fazemos as nossas cenas e como é que nós aprendemos também a fazer as nossas cenas. Eu acho que em Portugal eu precisava que houvesse alguém a mostrar-me literalmente cenas simples para eu perceber como funcionam.
Ou até o ambiente de estúdio.
Exatamente. A minha ideia também é através destes episódios que nós vamos lançar, trazer um bocado isso: como é que nós produzimos, como é que nasce a ideia. Ajudar a malta a perceber que a música não é um bicho de sete cabeças e que é algo que pode acabar por surgir no momento, onde podes não estar a forçar nada.
Dando continuidade ao álbum, tenho de perguntar isto. Na Tony Stark, começas com algo muito peculiar: um bocado de um jogo de CS:GO. É daquelas ideias que já tinhas na cabeça e ficaste do género: «tenho de meter uma cena destas num beat»?
Eu adoro CS, e isto parece que é uma estupidez, mas é um jogo que nestes últimos 3 meses me tem ajudado. Já nem sei se foi o Bap ou se fui eu que meteu lá umas flashes e o som de uma smoke, mas como tava bué bacano deixámos só estar. Porque lá está, também é personalidade. Deixa-te num ambiente bué nostálgico, estás a ver? Eu sinto isto.
É para os videojogos que foges, quando não estás na música?
Sim, sim, hoje em dia é.
Tens algum verso ou barra favorita do álbum?
Tenho várias, mano por acaso, pá…
Eu posso dizer-te a minha, se quiseres.
Ok, então ya, dá-lhe tu.
Na Rapunzel, obviamente: «Fiz trocadilhos em braile / Chamei-lhes de troca de olhos» [risos]. Só o VSP AST mete isto num som.
[Risos] Mas vou te dizer uma cena, essa barra e esse som não fui eu que escrevi. As toplines são minhas, deixei-as lá no estúdio do Timóteo, e foi o Timóteo que mandou a letra. Ele sabe-se inserir em mim, na minha persona e pá, essa barra, ya, está ridícula e é claramente das minhas preferidas. Das minhas favoritas tenho também o início da Tony Stark: «Espeto essa palhinha na Terra, sugo os nutrientes / Quem é que aqui tá tão sorridente como eu» e na Piadas aquela cena do «Acha piada às minhas piadas e vai a contá-las como se fossem nossas». Há sempre alguma coisinha que eu gosto de ouvir no álbum. Fiquei mesmo feliz com este projeto porque ouço os sons e não me estou a fartar, estou a ouvir aquilo e estou a ganhar aquela fúria, estás a ver? Quero bué ir para palco com aquilo.Há algum motivo para teres antecedido o álbum com a Dúvida e a Manicómio, e para serem as únicas com direito a videoclipe?
Se fosse hoje, não sei se a Dúvida levava a videoclipe, mas gostei bué. Aquilo é um som que já tem 3 anos e normalmente eu começo-me a fritar quando o som já é antigo. A verdade é que ganhou outra vida com o videoclipe que eu não estava à espera que ganhasse.
Então como é que tu dás esse passo em frente? O «Bora pegar na Dúvida, dar-lhe o videoclipe e pode ser que depois surja alguma coisa».
Aí vou ser sincero, foi uma decisão mais do Jorge, do Balona e do Bap. A malta dava sangue nesse som e dizia que era uma música que valia a pena, então como agora trabalho com bué amigos, dou bué ouvidos ao que a malta diz. Antes era às vezes bué casmurro, mas agora confio.
Todos os visuais que apresentas são sempre muito detalhados e criativamente bué bem explorados. Pensar nessa parte dos videoclipes e do visual é uma cena que te dá pica quando estás a fazer a música?
Sempre, até porque quando eu estou a fazer a música já estou a imaginá-la. A Dúvida não foi o caso, mas na Manicómio já estava a ver tudo.
Tu ainda antes de lançares o álbum passaste pela FILTR com a Hiperatividade. Algum motivo específico para levares esta faixa, que depois acabou por não ver, teoricamente, a luz do dia?
Eu sinto que ir à FILTR foi bué bom para me dar a conhecer um bocado mais, até porque a entrevista com o Survival virou uma conversa muito normal, que é o que eu tenho no dia-a-dia com ele ou com outros amigos. Como eu me estava a dar a conhecer, decidi que aquele som ficava ali porque aquilo é um pedaço da minha identidade. Então, a Hiperatividade é só mesmo para complementar a conversa, dar ali som à minha maneira de ser. Se o som está bom ou não pá, não sei, mas fica ali e quem quiser consumir, tem no Youtube. Acho que não vale a pena, não quero que aquilo seja parte de um projeto meu, mas foi importante para me explicar em algumas coisas.
Em várias entrevistas tuas, desde há uns anos, ouço-te a falar muito sobre o teu objetivo da descentralização. Aqui por Lisboa, pelo menos, nota-se bastante a influência da malta que te acompanha – seja pelos projetos do Bap, o sets do Trillseco, a comunidade da Vigilance SB. Como é que achas que isto está a correr?
Eu parecia um lunático há um ano e meio a falar disto, mas eu sempre defendi que comunidade era uma cena mesmo essencial para um meio mais pequeno. É impossível haver VSP AST se não houvesse a Vigilance e é impossível haver Vigilance se não houvesse VSP AST. Era impossível algum de nós existir com esta dimensão com que felizmente estamos agora. É um trabalho de todos. Quando tu estás num sítio onde não tens acesso a tanto, tu consegues criá-lo quando tens pessoas bem próximas de ti que o querem fazer também. Estamos a falar aqui de dois anos de trabalho seguidos, em que o Fernando pedia favores ao Sena da Vigi (Vigilance) e o Sena me vinha pedir favores – ou íamos os dois pedir favores ao Bap, toda a gente se entreajudava, de uma forma em que não havia dinheiro envolvido e nem sequer se falava em dinheiro. O que interessava era mesmo pôr as coisas a andar. Nós – Vigi e Andamento Records – sempre tivemos a mentalidade de que o que só precisamos de fazer, de que precisamos de executar. A diferença dos gajos que têm sucesso para os que não têm sucesso, foram os gajos que fizeram. Se temos uma ideia em que todos nós concordamos que possa ser uma cena que vai abrir portas a malta nova, e a encaixar-se com a nossa comunidade, claro que sim, bora fazer.
Vais subir ao palco da Casa Capitão dia 13 de março – tu que já tinhas atuado no Musicbox. O que é que podes antever desta noite?
Para este concerto curtia mesmo de esgotar a sala e acho que está a correr bem a venda dos bilhetes. É a primeira vez que vamos apresentar o álbum e vai ser um concerto que não vai ser igual aos que vão acontecer ao longo do ano.

