Hip Hop Rádio

O hip-hop que incendiou as Fitas de Coimbra

Think Music, ORTEUM, Beatbombers, Plutónio, Mishlawi, Lhast e Dino D’Santiago foram os principais representantes do hip-hop nacional na última edição da Queima das Fitas, que terminou na última sexta. A supremacia do género no cartaz das semanas académicas continua em 2019 e Coimbra não foi exceção nesta senda de festivais universitários onde o rap e o djing continuam a ser uma das principais armas para atrair novos – e velhos – públicos.
 
O primeiro dia de recinto foi também o dia “do” hip-hop – a segunda-feira, que habitualmente representava as rimas e batidas, passou a representar os grupos académicos. Ao palco principal subiram Yuzi e Sippinpurpp, no início da noite, seguidos de ProfJam, que deixou o público a pedir mais – “mais” ou Mike El Nite, que acompanhou os concertos da label nos pratos antes de assumir ele o palco num novo conceito, DJ ON THE MIC, passando e cantando algumas das faixas mais icónicas do atual panorama musical, de 21 Savage a Drake. Contudo, do outro lado do recinto, à mesma hora que Mário Cotrim, subiam ao Palco RU( o coletivo ORTEUM, de Tilt, Mass e Nero – onde foram percorrendo algumas das faixas mais e menos conhecidos do seu portefólio, principalmente do disco de 2016, Perdidos&Hashados. Na mesma noite estavam também programadas as atuações dos dois MC’s da Andamento Records, Heartless e holympo, que, por incompatibilidades com a organização. não chegaram a pisar o palco da tenda eletrónica.
 
Três noites depois, regressou o hip-hop ao Palco Fórum Coimbra, com os Beatbombers em separado: primeiro, o veterano Stereossauro, no final da noite, Dj Ride, já habitual no certame. Entre os seus concertos ecléticos, um Dino D’Santiago felicíssimo desceu do palco para junto do público com um grande sorriso, depois do seu “Mundo Nobû” e da bonita “Como Seria” o deixarem em cumplicidade com os estudantes que tanto dançaram ao ritmo cabo-verdiano do cantor já com créditos firmados no movimento.
 
Para fechar as noites de hip-hop, Dj Dadda, com muita “Cafeína”, atuou um pouco antes de Plutónio e Mishlawi, cujos mais recentes temas – e EP, no caso do luso-americano – incendiaram a plateia. Lhast encerrou a noite com dj set e, mais uma vez, foi o hip-hop que mais incendiou as fitas da Queima de Coimbra.

Fotografias de Pedro Dinis Silva e Pedro Emauz Silva – via jornal A Cabra.

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