Hip Hop Rádio

It’s never a trap

Quando vamos a uma festa queremos sempre passar um bom bocado. Todos saímos de casa para nos divertirmos à nossa maneira. No It’s a trap, tal como em todas as festas, é isso que o seu público quer. Esse público, tal como o estilo em si, é muito específico. O trap, por muito que alguns ainda presos a costumes antigos não o considerem, faz parte do rap e é atualmente o estilo desta nossa cultura Hip-Hop que mais repercussão tem a nível nacional. Por muito que muitos nem o tolerem, pelo menos saberão reconhecer isto que acabei de escrever como um facto. Acredito que algo é indubitavelmente diferenciado quando existem muitos que o odeiam e outros tantos que o adoram. E todo o público de trap adora trap. Foi na passada quinta-feira, plena noite de Halloween, que fui ao It’s a trap Halloween Edition constatar isso. Mal se percebia que era noite das bruxas mas não me interpretem mal pois a organização decorou o espaço caprichosamente. Simplesmente não parecia pois o It’s a Trap, seja em que altura do ano for é um autêntico desfile de diferentes roupas, máscaras, enfim, estilos e isso não é fácil de encontrar. Um estilo tão diversificado mas ao mesmo tempo tão homogéneo. Eu não tenho problemas nenhuns em admitir: não sou o maior fã de trap mas gosto e acima de tudo, respeito-o, tal como todos devíamos fazer a partir do momento em vivemos a cultura Hip-Hop. O que vi foi uma festa lotada, como não há igual em Lisboa em que todo o público canta, pula, dança. A audiência mistura-se com nomes como Syl, Young Boda ou 20Chatear, “personagens” tão queridos por ela. Moshpits praticamente do tamanho da sala são dados. Vibra-se e idolatra-se como se não houvesse amanhã com M Huncho, o internacional e grande cabeça de cartaz daquela noite. Saí de lá com um sorriso na cara, não por ter estado numa festa que adoro mas por ter adorado uma festa que foge ao meu estilo de música predileto. E isso por si só, é especial.

Going to It’s a trap is never a trap. Todos os que gostam da festa sabem para o que vão e não precisam de mais nada. Os que não gostam, ou pensam que não gostam, deviam experimentar e alargar horizontes, talvez gostassem da armadilha.

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