Hip Hop Rádio

“eu ando preocupado em fazer música que envelheça bem” – João Maia Ferreira celebra 10 anos de carreira com novo álbum

Há 10 anos, João Maia Ferreira – conhecido por muitos como Benji Price – deixava a sua primeira marca no hip-hop português com “À procura de Benji”, lançado pela atualmente extinta Adromeda Records. Em 2016, junta-se a Nelson Monteiro – ex-manager da Astro Records – e a Profjam, para conceberem aquele que viria a ser um dos maiores nomes da cena do trap em Portugal, a Think Music. Na gravadora, trabalhava maioritariamente como produtor, mas em 2019 lança-se novamente para cima de um beat com “badman ting”, ao lado de Profjam. Ainda em dupla com o autor de Mixtakes, editou o seu primeiro álbum SYSTEM em 2020, e em 2022 deixa cá fora o seu primeiro álbum a solo, ígneo. No ano seguinte, larga o alter ego de Benji Price, e assume o seu nome próprio como nome artístico. No mesmo ano deixa cá fora Baldio Vol.1, um projeto inteiramente composto por instrumentais e no ano seguinte, em 2024, lança o seu terceiro álbum, O Lobo Um Dia Irá Comer A Lua. Para celebrar estes 10 anos de carreira, edita o seu quarto álbum de estúdio, Consumir Preferencialmente Antes do Apocalipse, preparando-se agora para subir ao palco da Casa Capitão em outubro deste ano.

 Para ficarmos a saber mais sobre o projeto e sobre a celebração desta década de carreira, a Hip-Hop Rádio esteve à conversa com o rapper.

Há 10 anos estavas à procura do Benji. Passado este tempo todo, já encontraste o João?

Eu, na altura, estava a fazer esse som com a cabeça num sítio orientado mais para a independência financeira – que era o que eu não tinha na altura e que agora já tenho – e acabou por me motivar para fazer um som dessa forma. Hoje em dia, já não tenho essa preocupação. É claro que todos temos de trabalhar e certificar que os rendimentos continuam, mas já não tenho essa preocupação de estar sempre a correr atrás. Tive a oportunidade de me sentar comigo mesmo, de experienciar coisas e de conseguir, lá está, encontrar o João, como tu estavas a dizer. Eu penso que é este ponto. Talvez nós nunca nos encontremos a 100%, não sei, só saberei dizer isso quando chegar aos 80 ou 90 anos, mas até à data, sim, eu acho que estou no meu prime.

Primeiramente, parabenizar-te pelo projeto. Como é que está a ser o feedback?

 Tem sido muito positivo, felizmente, e obrigado por perguntares e por-me parabenizares. Está a correr bem, tenho recebido muitos comentários, muitas DMs, muitas partilhas do pessoal a ouvir o meu som – e é claro que vale o que vale – mas em termos de streams também está a correr bem. Não que eu ache que isso seja barómetro que defina o sucesso ou o insucesso de um projeto, porque tu podes ter um projeto que é extremamente bem sucedido, e não ser uma coisa que tenha muitas streams. Ou se calhar também há pessoas que têm muitas streams e mesmo assim sentem que não cumpriram os seus objetivos. Não quero equacionar muito, vale o que vale, mas mesmo nesse aspeto estou satisfeito. O feedback tem sido esmagadoramente positivo.

 

Como é que te sentes com ele cá fora, ainda mais de modo a celebrar estes 10 anos de carreira?

 Entusiasmado e aliviado. Este álbum serviu para duas coisas em simultâneo: a primeira, obviamente, os 10 anos de carreira, foi esse o motivo principal pelo qual lancei; e em segundo lugar, eu não queria estar sem lançar música até ao final do ano. Eu sentia que se estivesse a lançar só singles sem continuidade, provavelmente, quando chegasse ao final do ano e estivesse a lançar um projeto, esses singles poderiam já não refletir a essência do projeto, já estivessem demasiado ultrapassados. Então calhou bem eu ter estas músicas todas e conseguir empacotá-las de uma forma que fosse coesa e que mantivesse uma certa homogeneidade. E, pá, a partir daí foi muito fácil acabar este projeto e sinto-me mesmo muito aliviado. Este não é o O Lobo Um Dia Irá Comer A Lua, nem é o ígneo, este não vai ter tanto tempo até ao próximo. Eu não sei quanto tempo vai ser, mas imagina, eu tenho lançado um álbum basicamente de dois em dois anos, ou seja, o SYSTEM foi em 2020, depois o ígneo em 2022, depois O Lobo Um Dia Irá Comer A Lua em 2024 e agora este em 2026. Então eu não queria estar mais tempo sem lançar um álbum vez, e também não quero estar a lançar em 2028, quero encurtar este espaço de tempo. Até lá, podem ficar com este e eu espero que o curtam muito.

 

Consumir Preferencialmente Antes do Apocalipse é um nome um bocadinho atípico, querias ir buscar um género de uma satírica ao consumo rápido de hoje em dia?

 100%, embora esse conceito só me tenha surgido muito tardiamente, porque eu ando preocupado em fazer música que envelheça bem, e eu quando digo isto não é só do ponto de vista de daqui a 10 anos continuar a gostar dela ou não, eu estou a dizer no sentido ideológico. Eu sinto que há música minha que pode ter envelhecido bem em termos musicais, mas que eu sinto que em termos espirituais ou cerebrais, ou o que é que tu lhe queiras chamar, não envelheceu muito bem. Não é muita, mas algumas, uma aqui e acolá. Então eu estou a tentar evitar isso, ao máximo. Pensei que o que queria fazer eram músicas sem prazo de validade, e nesse sentido, ocorreu uma ideia de “rótulos”, qualquer coisa “sem prazo”, algo assim. Mas depois lembrei-me que às vezes tens também o “consumir preferencialmente antes de” e neste caso o Apocalipse foi uma forma de retratar uma dimensão temporal, oxalá, muito distante. Por isso, isto foi tudo assim, meio acidental, mas ao mesmo tempo também foi deliberado.

 

Este álbum dá-me vibes do Baldio Vol.1, por causa do lo-fi e das melodias mais calmas. O projeto surge com beats dessa ninhada, ou é uma coisa muito posterior?

 Por acaso não, não surge com nenhum instrumental dessa ninhada. A única coisa que aqui estava, que não foi originalmente feita para este álbum, foi a “Waridu?”. Foi uma música, que eu fiz a demo na altura que estava a fazer o O Lobo Um Dia Irá Comer A Lua, mas senti que a faixa não encaixava muito bem no projeto e deixei-a pendurada no cabide. Agora, dois anos ou um ano e tal depois, fez-me sentido pegar nela novamente. Pá, mudei muita coisa, mas o refrão manteve-se e mudei algum texto.

É um projeto que puxa uma temática bué retrospetiva. Era esse também o objetivo para celebrar estes anos, repensar um bocado o que é que foi o passado do João?

 Sem dúvida. Eu queria que este projeto tivesse uma estética cronológica, no sentido de o hip-hop também ter começado muito com o boom bap. Manter-me no boom bap já era um desejo que eu tinha, e achei que esteticamente fazia sentido para um projeto que está relacionado com uma celebração temporal. Nesse sentido, as coisas uniram-se bem e é claro que a partir do momento em que eu percebi que isto ia ser um projeto com este título, tentei encaminhar um pouco do texto também para uma coisa se calhar mais introspetiva, de olhar para a frente, mas também olhar para trás, claro. Tudo o que está aqui neste álbum é mesmo bastante deliberado na sua intenção. Obviamente, as minhas músicas são sempre escolhidas a dedo, não é? Eu não lanço músicas à toa. Mas às vezes lanço músicas que se eu não as lançar nessa altura, já não me faria sentido lançar novamente, e eu tenho muita música que está nesses moldes – a não ser que um dia edite um álbum de inéditos ou de b-sides, aí poderá fazer todo sentido. Mas ainda acho que estou longe, ainda só vou nos 10 anos, só se for talvez nos 20 é que faça isso. Esta música sinto genuinamente que poderia ter lançado em qualquer altura da minha carreira e disso estou muito orgulhoso.

 

Vou-te citar: “Tropa, tu tenta sempre outra vez /Caias uma, ou duas, ou três”. Dez anos depois, qual é que é a maior lição que levas deste caminho na música?

Eu sinto que não dá para forçar aquilo que queres, seja a musical ou seja a algo consequente de música. Eu sinto que muitas vezes, e isto acontece a todos nós artistas, fazem A, B ou C com a intenção de chegar ou de atingir certo objetivo. E eu acho que isso simplesmente é um no milhão. São tiros no escuro e por acaso um acerta no alvo. Nunca vi ninguém a dizer «vou fazer uma música para bater» e depois essa música ter batido. Eu estou a falar no sentido de pessoas que se calhar não têm a sua popularidade nos píncaros, estás a ver? Imagino que pessoas que estão agora na sua popularidade máxima, que seja um pouco cada tiro, cada melro, e acredito que se eles fizerem uma música com a intenção dela resultar melhor, acredito que consigam. Mas o meu ponto com isto é dizer que a intencionalidade das coisas é um bocado irrelevante e tu só consegues fazer aquilo que realmente gostas. Eu já tive muita experiência em quase todos os papéis dentro da música, seja escrevê-la para mim; escrevê-la para outros; produzir para mim; produzir para outros; misturar; masterizar;  ou simplesmente dar opiniões. Já passei por esses trilhos todos, já os caminhei e eu percebo muito bem que, pá, se tu não gostas do que estás a fazer, isto não vai dar certo. E quando digo dar certo, mais uma vez, não é do ponto de vista comercial. Tens de fazer aquilo para o qual tu foste destinado a fazer, por assim dizer. Acho que essa é a maior lição que eu extraio destes 10 anos.

 

Houve algum momento no teu percurso em que pensaste «ok, deixa-me olhar para o João do passado», ou seja, recuar para te ajudar em alguma coisa ou procurar força em algum momento?

 Sem dúvida. Na vida eu tento pôr em perspetiva o máximo que eu consigo, e se calhar quando estou em momentos mais frágeis tento-me recordar de momentos em que estive mais forte. Por isso, claro que sim, nesse sentido, penso retroativamente. Na música, regra geral, não penso muito em escolhas do passado. Normalmente, se penso nelas, é para evitá-las. Ou seja, se eu começar a trabalhar numa coisa que eu sinto que já trabalhei numa variação disto, regra geral, eu evito continuar nesse trajeto e tento recontextualizá-lo de outra forma. Mas pronto, a nível pessoal, sem dúvida que eu vou tentando perspetivar e relativizar sempre as coisas. Não sou uma pessoa muito de olhar para trás, mas quando olho é com uma intencionalidade, aí sim.

 

Depois destes 10 anos, olhas para a música de uma forma mais descomprometida ou cada vez com um olhar mais sério?

 A resposta é até ambas. Acho que ambas coisas têm de coexistir em igual medida. Tu tens de poder ir ao estúdio descontraído e não pôr um peso em cima de ti mesmo, ou que deixes que outros ponham em cima de ti – o peso de fazer A, B ou C, mais uma vez. E, não obstante isso, tu também tens de perceber qual é que é o teu grau de profissionalização, e se estás interessado em mantê-lo de forma que ele é, ou se queres progredi-lo. Sim, tens de fazer dinheiro, tens de comprar certas coisas que vais precisar, tens de pagar serviços que não contemplavas que um dia ias ter de pagar, para nem falar de coisas de como ter de pagar a renda. Eu também nunca posso estar aqui numa situação em que eu penso vou fazer rigorosamente tudo o que me apeteça a toda a hora, até porque eu não tenho uma carreira que me permita isso, entendes? Cá em Portugal, só artistas mesmo muito populares é que conseguem atingir esse grau de liberdade. Se calhar, noutros países com uma população dez vezes maior que a nossa, as pessoas mais meio da tabela, chamemos-lhe assim, até que conseguem safar-me muito bem. Aqui tu meio que ou estás lá em cima, ou então estás bem perto do full time, sabes? Sinto que não há muito meio termo. Acho que há meia dúzia de pessoas que se calhar conseguem viver dessa maneira, pelo menos que eu tenha conhecido no meu trajeto, mas não é nada incomum encontrar o full time. E com isto quero dizer as pessoas que são concretamente artistas e que tentam viver da sua arte. Isto às vezes é muito preto no branco, é muito dicotómico, ou estás a bater ou não estás, e por consequência ou estás a viver disto ou não estás. Eu também já tive de encontrar as minhas formas para colmatar essa situação, e com certeza que no futuro ainda hei de descobrir outras que não conheço agora.

 

Vou-te citar novamente:Confesso que já me perdi no sauce / Mas ainda não foi essa a bota que eu não descalço / Acontece que houve percalços / Que me deixaram instável, ’tava a precisar de calços”. Esses percalços que te deixaram instável, enquanto Benji Price, presumo, foram necessários para o João Maia Ferreira traçar a trajetória que teve até agora?

 Em termos de física, realidade vá, há uma linearidade de coisas que tiveram de acontecer para que os eventos de hoje ocorressem da forma que ocorreram, ou seja, se eu tivesse saído de casa cinco minutos mais cedo, a 5 de outubro de 2018, eu se calhar tinha sido atropelado. Nesse sentido, teve de acontecer tudo o que tinha de acontecer. No entanto, eu considero genuinamente que quase todos os erros que eu cometi foram erros de burrice, foram erros de ignorância, e por isso, tento-me perdoar por eles. Mas ao mesmo tempo, às vezes também olho para trás e penso assim «pá, como é que tu alguma vez caíste nesta ou foste de acordo com esta ideia?» Até porque eu creio de já ter dito isto em algum lado, mas eu hoje muito mais perto hoje da pessoa que eu era antes do hip-hop. Ou seja, eu sinto que se pensar nisto como um caminho em linha reta, eu saí do caminho bué tempo e só agora estou de volta a encontrar-me nele. É claro que eu me considero agora uma versão muito superior, uma versão muito melhor de mim mesmo e estou muito mais feliz como sou hoje. Eu não quero ser igual à pessoa que eu era quando estava nos meus inícios dos 20, estás a ver? Gosto muito dele, mas essa pessoa tinha bué problemas que agora já não tem. Mas sim, do ponto de vista se calhar mais ideológico, eu estou muito mais perto do meu início do que do meu “eu” no meio da minha carreira, digamos assim.

 

Achas que isso teve a ver com o facto de o hip-hop ir buscar aquelas perspetivas mais de ego que um MC tem?

 Concordo a 100%. Acho que o hip-hop já se está a desprender muito disso, mas acho que ainda vai ficar cá mais uns anos. O hip-hop vem com uma série de ideias ou conceitos estabelecidos antes da tua entrada, e tu meio que quando entras das duas uma: ou segues a bala e vais um bocado com isso, ou então tu aceitas logo que és bem disruptivo e ficas aí, entendes? Eu já pensei de formas que eu sinto que hoje em dia são uma estupidez total e que eu só cheguei a pensar essas coisas porque eu estava sobre a pressão de outras. Eu aqui não me estou a referir concretamente a pessoas me porem pressão em cima, nada disso. Estou a falar mais da indústria e de como estás numa certa posição em que as tuas ideologias estão num ângulo morto, não as consegues ver, e tens de voltar a mudar de posição para conseguires vê-las de novo, basicamente é isso. Fui muito condicionado pelas ideias que já existiam no hip-hop, e digo isto de um ponto de vista geral, e por isso é que me afastei um bocado. E isto não tem nada a ver com seres humanos individualmente., atenção. Não é porque sei lá, eu não fazer um som com o Prof [Profjam] há seis anos, que eu me deixei de dar com ele e que não temos uma relação boa. Não é nesse sentido de afastamento que eu estou a falar, e espero que não façam essa ponte ou assumam essa suposição, é mais no sentido da indústria como um todo.

 

Queria abordar o início da “Pêra Doce”, naquele skit do início é o João César Monteiro?

 É sim senhor.

 

Porquê?

 Aquilo é um excerto de duas entrevistas separadas. Eu senti que ele estava a dizer coisas que se fosse eu a dizer sobre a minha própria faixa, não teria tanta graça, entendes? Porque eu teria de estar a dizê-las na ausência de um entrevistador, a fazer a mim próprio essas perguntas, então pensei «ah, eu curto muito destes dois momentos do João César Monteiro e isto vai muito de acordo com aquilo que eu estou a pensar neste momento», então peguei naquilo e pus no início e no fim da música. Assim, pode ser que as pessoas entendam de uma forma onde é que eu estou mentalmente sem ser com as minhas palavras, tipo, se não entendeste a música, de certeza que vais entender pela intro e pela outro. Depois, obviamente, ele é uma figura incontornável no cinema português e eu espero também um dia ser uma figura incontornável do hip-hop português. Nesse sentido pensei, «ok eu estou ao nível de poder utilizar uma cena dele e isto não parecer que eu estou a pegar em alguém bué acima de mim», estás a ver? Eu sou fã e em geral é uma combinação dessas coisas todas.

No dia 24 de outubro sobes ao palco da Casa Capitão para celebrar 10 anos de carreira. Vai ser um concerto para visitar o passado?

 Sim, eu não quero dizer já muito o que é que vai ser ou não ser, porque ainda estamos a alguma distância e eu ainda não o estou a preparar, sem ser de um ponto de vista anímico. Posso dizer vai ser num formato diferente. Eu normalmente toco sempre com banda e toco sempre arranjos para banda dos meus temas, mas isso não vai acontecer desta vez. Vou tocar com uma backing track ou seja, vou tocar com os instrumentais originais – e se calhar até pode ser das poucas vezes que eu faço na minha carreira, porque eu tenciono continuar com a banda – mas vou estar a tocar muita música pela primeira vez com a backing track. Acho que nesse sentido, as pessoas podem ter uma versão mais aproximada da versão de estúdio, e pode ser satisfatório para eles. Se tu fores a um concerto meu e se quiseres ouvir a reprodução mais fiel do que estás a ouvir em estúdio, vais sair brutalmente desapontado, porque eu transfiguro as músicas todas e elas são mesmo outra cena ao vivo –  obviamente te remetem para a original e usam as mesmas melodias e palavras, mas tudo o resto é embrulhado de uma forma bem diferente. Por isso, neste concerto esperem uma cena um bocado mais intimista da minha parte e obviamente com convidados. Acho que está na altura de dar ao povo e a mim mesmo a oportunidade de fazer isto desta forma.

 

Virado para o futuro, para onde é que olhas agora?

 Eu agora estou a mirar no como é que eu posso potenciar ao máximo aquilo que eu estou a fazer agora, ou seja, eu neste momento acabei de lançar este álbum e a minha preocupação é como é que eu promovo bem este álbum, como é que eu comunico bem e como é que eu falo acerca de como é que eu ponho as pessoas neste universo. De momento estou aí. É claro que não estou em hiperfoco, continuo a ter de pensar noutras coisas da minha carreira, mas de momento eu sinto que estou sempre a viver para potenciar ao máximo o meu dia atual, não descurando que existe um futuro e que eu também o tenho de preparar. Eu sinto que antigamente quando lançava um álbum, já estava ultra saturado dele, e atualmente eu quero estar com este álbum um bom tempo.É claro que vou preparando outro e também vou estar aí, mas quero existir neste universo o máximo tempo possível e é para aí que eu estou a apontar. 

Leave a Comment