Hip Hop Rádio

Danny:”A música para mim é a melhor terapia, poder ajudar alguém de certa forma é o meu maior objetivo”

Além de escrever, masterizar e produzir, Danny gosta de fazer também alguns projetos mais relacionados com a área da multimédia. A cultura hip-hop sempre o acompanhou, quer na parte do graffiti quer mesmo na dança, tomando agora uma importância ainda maior aventurando-se pelo mundo do rap.

Quando surgiu a paixão pelo hip-hop?

Desde os dez anos que o hip-hop está presente na minha vida, consumo diariamente. Tudo começou nas aulas de português, sempre gostei de brincar com a rima e com trocadilhos, sendo um miúdo tímido usei as prosas como escudo e de certa forma isto ajudou-me a ser quem eu hoje sou.

O que te levou a aventurares-te na música?   

Sendo gago, não de um nível extremo mas tendo tendência a encravar na fala, nunca fui de dar a minha opinião. Escrevia sempre, lembro-me em várias aulas dos professores darem a sua opinião e haver debates e tinha sempre receio de levantar o dedo devido à minha falha na fala, mas escrevia sempre.

Ainda hoje tenho um caderno cheio de opiniões sobre variados temas, comecei a esculpir esses meus pontos de vista em prosa e vi que até tinha um certo jeito, e lá está, quem canta não é gago. Falo então através da minha música e com isso espero ser um exemplo para quem partilhe deste mesmo fator menos bom.

Como tem sido o feedback do pessoal à tua música?

O feedback tem sido muito bom, tenho recebido imenso apoio das pessoas que me ouvem e que, felizmente, vou tendo cada vez mais. É importante para mim este apoio todo que me têm dado porque tudo o que faço, desde a letra, muitos dos beats, até à masterização, incluindo videoclipe, sou eu que faço tudo, em casa, no meu pequeno estúdio. Isso dá alento e força para continuar a trabalhar para a minha música chegar a mais pessoas.

Quais as tuas maiores influências dentro da cultura?

Consumo bastantes estilos de diversos sítios. Tenho um mix de vários estilos de música, não fico apenas pelo hip-hop mas a mensagem tem de estar lá sempre então, querendo ou não, o hip-hop está sempre presente em cada música que faço.

Diria que fora de Portugal ouço Joyner Lucas, Kendrick, J Cole, Billie Eilish, Eminem, FKJ, entre outros mais underground do UK e dos EUA. Em Portugal ouço WBG, NeJah, Dino d’Santiago, Halloween, Chullage, Valete, Dillaz, Regula e sem esquecer o grande e para mim rei do hip-hop Sam the Kid.

Onde gostavas de chegar com a música? Tens algum objetivo já estabelecido?

Acho que como a maioria dos artistas ambiciono sempre mais e mais e que a música chegue ao maior número possível de pessoas. O meu objetivo principal é passar a mensagem, passar emoção, a música para mim é a melhor terapia então poder ajudar alguém de certa forma é o meu maior objetivo e, claro, chegar a palcos ao lado de grandes nomes e deixar a minha marca na cultura hip-hop.

Consegues revelar algum projeto que esteja para sair, se é que estás a pensar nisso?

Ando a trabalhar numas coisas engraçadas que futuramente vão ser fruto de um álbum que estou a pensar fazer há bastante tempo mas um álbum diferente do comum, é apenas o que posso dizer neste momento.

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