Hip Hop Rádio

Daniel Pereira

o Super bock em stock está de volta e traz o hip-hop consigo

Nos dias 19 e 20 de novembro Lisboa enche-se de vida mais uma vez para ver grandes concertos.

Substituído pelo SBSR FM em Sintonia no ano passado, devido (e adaptado) à pandemia por COVID-19, o Super Bock em Stock volta este ano ao seu formato normal. Este é um festival único que foi ganhando cada vez mais fãs no nosso país, afinal são mais de 10 salas e mais de 50 artistas para ver em dois dias. A escolha é muita e não haveria melhor festival para terminar o ano.

Para os nossos ouvintes, e hip-hop heads em geral, acreditamos que nomes como Sam The Kid & Mundo Segundo, T-Rex ou David & Miguel, entre tantos outros a descobrir no cartaz completo, serão concertos obrigatórios para ver.

Em breve serão anunciados os horários oficiais.

Podes comprar o teu bilhete aqui.

Mais Um Tom de Azul – Cálculo apresentou “Royale” em Lisboa

Estávamos em pleno Halloween e a noite estava chuvosa, mas, fosse qual fosse o cenário, um concerto de Cálculo é sempre bom. O palco escolhido foi o Musicbox e a receção na capital não podia ter sido melhor.

Por Daniel Pereira \ Fotografia de Beatriz Dias

22h00 – portas abertas e uma casa (ainda) modesta – inicialmente o espetáculo seria na Casa do Capitão e dois dias antes, sendo a alteração por motivos meteorológicos. Passados dez minutos começa o concerto e a cena muda de figura. A música chama o público e o público chama a música. Quem foi, foi para ver, todos estavam à espera de ver apresentado ao vivo um dos álbuns mais melódicos (senão mesmo o mais) deste ano do rap tuga.

Cálculo percorreu todo o álbum como seria de esperar. Começou com “Quadro”, primeira faixa do disco que conta com a participação de Macaia que não esteve presente. Sem esquecer as sempre açucaradas intervenções de Steve September, houve sempre uma forte luz azul royale a iluminar o concerto. No fundo era possível ver uma alusão à “Royale Radio” e uma bela camisa azul que, confessamos, adoraríamos que Cálculo a tivesse vestido durante faixas como “Conflit$” ou “Mobile” para estas ganharem ainda mais groove.

Houve também algumas participações especiais como Nasty Factor para os temas “Boo” e “Bandida”, onde nesta última também entrou em palco Mace. Numa altura em que foram tocadas faixas de “A zul” e “Tour Quesa” como “Hugo” e “Não Paro”, Harold apareceu para “Iguais”, uma das faixas de maior sucesso do rapper de Barcelos.

“Caixinha” encerrou o concerto e o público presente foi fiel ao lema artístico de Cálculo: desprovido de (pre)conceitos e sem nunca colocar a música em gavetas, ou neste caso, em caixas.

Duas breves notas: em breve poderemos encontrar “Royale” em formato Vinil e há mais uma data de apresentação do álbum: 5 de novembro, no Hardclub.

David & Miguel aqueceram os nossos corações

Na passada quinta-feira fomos até ao Teatro Tivoli BBVA para ver David Bruno e Mike El Nite apresentarem o seu álbum conjunto “Palavras Cruzadas”. O espetáculo “David & Miguel” começou com um pequeno set de António Bandeiras no qual pudemos ouvir temas de Rita Guerra, Lucas & Matheus, entre outros clássicos da música romântica. De seguida, começou então a apresentação do álbum que percorreu faixa a faixa e onde se ouviu (e sentiu) tudo o que se esperava: romantismo, boa-disposição, sedução, desilusão amorosa e tantos outros sentimentos que chegaram até nós através das vozes de David & Miguel, da guitarra de Marco Duarte e dos pratos e (excelentes) movimentos de António Bandeiras. A última faixa do espetáculo foi “Interveniente Acidental”, música que de certa forma originou este álbum. Houve ainda encore com “Sónia” e “Inatel” e no fim, já de corações aquecidos, o público aplaudiu de pé.

Vê como foi o concerto na foto-galeria por Lucas Coelho.

“3,14” – É este amor pela cultura que me faz amar esta cultura

Há muito tempo que os dias são todos iguais. Sei que esta é já uma frase muito ouvida, mas desta vez não é necessariamente sobre estes tempos pandémicos. Tenho contacto com a cultura Hip-Hop desde que me lembro e sempre que existe um dia diferente, é um dia que fica para a história. No passado dia 17 foi assim.

Por Daniel Pereira | Fotografia de Sebas Ferreiras

Um sábado que estava a ser como todos os outros, eu nem ligava a Internet desde a hora de almoço, mas decidi ficar online por volta das 17h quando vi que o dia tinha mudado. Gson, Sam The Kid, Slow J eram os nomes do momento e 3,14, o número. Nesse momento, já o dia de tanta gente tinha mudado, e eu, naquela altura, nem tinha ouvido, nem visto, mas estava já a antecipar o que iria sentir. Meti os fones, selecionei os 2160p de resolução e carreguei play sem pausa durante todos os 5:24.

“Para tudo, som novo”, “O game tá fechado”, “Acabamos de presenciar a SANTÍSSIMA TRINDADE do hip-hop português” .

Isto não é uma análise a uma música, nem me sinto dotado para tal exercício, só gostava de partilhar o que significou para mim. Desde o sentimento na voz do refrão de Gson, às lições de vida nas rimas de Sam The Kid e Slow J, acompanhados do instrumental de Charlie beats que me levou para todo o lado, sem sair daquele coliseu. Talvez seja isso, também, o infinito.

Mais do que um lançamento que junta muitos dos melhores artistas nacionais, esta é uma música que para mim simboliza tudo o que o Hip-Hop significa. O intuito aqui não foi juntar nomes para juntar números, foi prestar um tributo a esta cultura. Mostrar que pode ser mais fácil elogiar do que criticar, que as homenagens devem ser feitas em vida.

“Não vou esperar o fim para te dizer que a tua voz importa. Não há campa com jardim, dá-me em vida uma rosa morta”.

Numa altura em que estamos todos tão distantes, fisicamente (e não só), ouvir, e ver este trabalho, fez-me acreditar que os próximos tempos poderão mesmo ser melhores. Para mim, naquela altura, os minutos seguintes foram de debate sobre o que tinha ouvido, maioritariamente com a equipa aqui da Hip Hop Rádio. Todos nos lembrámos do porquê de gostarmos tanto de Hip-Hop. Foi isto que fez mudar o meu dia.

Se 3,14 arredonda o que não tem fim, esta música aproxima-nos do infinito.

Para sempre, é este o amor pela cultura que me faz amar esta cultura.

Isto não é um throwback: muito hip-hop ao vivo com a Lume Sessions.

Foi na semana passada que estivemos no Museu da Água para algo raro nos dias de hoje: concertos aos vivo.

Tratou-se na mais nada menos que as novas edições da Lisbon Underground Music & Entertainment (LUME), produtora de eventos e curadora musical de vários estilos, com grande incidência na cultura urbana. A premissa já é conhecida: oferecer espectáculos inovadores que dão exposição a talentos portugueses, com qualidade e liberdade artística.

Desta vez, e escusado será dizer que todas as medidas de proteção adequadas as estes tempos complicados foram cumpridas, muitos foram os concertos que pudemos ver: entre outros, tivemos Lázaro, Benny B (num concerto diferente que se fez acompanhar de guitarra), Avan Gra, Mura e Young Stud.

Não queremos levantar muito o véu sobre como foram estes concertos, até porque vão poder vê-los em breve, na íntegra, no canal de YouTube da LUME SESSIONS. Podemos sim, revelar, que foi muito bom voltar a sentir estes momentos e consequentemente a gratidão para com estas produções que mantêm o movimento… em movimento.

A cultura não pode parar.

Fotografias por Lucas Coelho.

Primeiro estranha-se, depois entranha-se: a cultura é mesmo segura e o rap está de volta aos grande palcos

Plateia sempre sentada, máscara obrigatória e dispensadores de álcool gel em cada canto. Parece uma realidade distópica, mas é o mundo em que vivemos atualmente. O SBSR Em Sintonia mostrou que a cultura é segura e a música fez-se ouvir, em alto e bom som, no Altice Arena. | Por Daniel Pereira

Há algo que nunca irá mudar: o gosto que o público português tem por música e a grande interatividade com os seus artistas favoritos. Nos passados dias 17 e 18 de dezembro, estivemos no SBSBR “Em Sintonia” e mesmo com todas as medidas de segurança e restrições impostas pelos tempos atuais, pudemos sentir um pouco do que antes era ir a um festival: a correria entre palcos, os gritos e aplausos; enfim, toda aquela sonoridade. É de louvar o esforço da Música no Coração na promoção deste evento e o respeito de todas as regras por parte do público português.

No primeiro dia de festival, depois de várias conferências, sobre a adaptação da cultura a estes novos tempos, a começarem ao início da tarde, no espaço Moche Talks, os ouvidos viraram-se para o Palco Santa Casa. Ivandro deu o pontapé de saída com um concerto intimista e nada melhor que uma voz incontornável da nova geração para começar o SBSR Em Sintonia. Apesar da curta duração, pudemos assitir a um grande concerto que contou com muitos hits, a presença de Bispo em palco para “Essa Saia” e muitas palmas a percorrerem todo o espetáculo culminando o seu fim com “Mais Velho”. A sonoridade urbana no seu melhor.

No palco Ermelinda Freitas, vimos Domingues que, com casa completamente cheia, deu um concerto bastante emotivo. O novo nome da Good Fellas Good Music vai com toda a certeza dar muito que falar, dada a legião de fãs que possui e comprovada pela quantidade de pessoas que aguardavam para assistir ao concerto fora da sala que, devido às medidas de segurança, era limitada e se demonstrou pequena para a gente que podia ter. O hit “FICA.”, contudo, não faltou e fechou o concerto com chave de ouro.

De seguida, e na mesma sala, subiu a palco Amaura que nos transportou para um daqueles bares calmos em que podemos desfrutar de soul, jazz e blues e que pedem a companhia um bom copo de vinho. A artista funde esses três estilos no seu álbum “EmContraste” e ainda adiciona o rap, uma mistura que pudemos ouvir ao longo de todo o seu concerto. A voz inconfundível da artista e as rimas e mestria nos pratos de TNT foram a combinação perfeita para uma atuação que encheu a alma de todos os presentes.

Já no palco Superbock seguia-se Chico Da Tina que deu o concerto mais peculiar de toda a edição. O EP “Trapalhadas”, o álbum “Minho Trapstar” e vários singles de sucesso foram um dos lados da moeda deste concerto. No outro, foi toda uma série de eventos que fizeram um espetáculo à parte: trocas de roupa a meio do concerto (e em palco), apresentação de artefactos, uma espécie de strip-tease, muitos convidades (a transição entre eles foi simplesmente hilariante), cantares regionais e concertina; enfim, houve de tudo e de tudo o público gostou, pois é impressionante a quantidade de fãs que Chico da Tina tem. Ah, e “da Tina” não vem da parte da mãe, é sim o nome da concertina, facto que Chico quis deixar bem claro durante o concerto. Um entertainer estrondoso, essa é a verdade, e um espetáculo que fez jus ao palco que pisou.

Profjam & Benji Price fecharam a primeira noite de SBSR Em Sintonia naquele que era o concerto mais aguardado do primeiro dia (e talvez de todo o festival); sentença final: não desiludiu. “Estamos sentados em palco pois queremos estar ao mesmo nível que vocês” – disse Profjam, a determinada altura. Foi assim que ambos os artistas se apresentaram e, numa toada intimista, mas que deitou cá para fora com toda a pujança a musicalidade de “System”, fizeram daquela hora uma das melhores do ano de 2020. O público cantou e gritou todas as músicas do álbum, Profjam esteve exímio como sempre e Benji Price mostrou que é um artista diferenciado e parece sabe fazer tudo bem. Quem não conhecia a sua vertente de intérprete passou não só a conhecer como a apreciar. Apesar de já anunciada, fez-se também a despedida da Think Music com o temas “Imortais”, que fechou o concerto. E é mesmo isso que esta atuação será: imortal.

O segundo dia de SBSR Em Sintonia trouxe-nos “apenas” Papillon, mas encheu-nos, e de que maneira, as medidas. Este foi sem sombra de dúvidas o concerto mais emotivo de todos os que pudemos assistir. Acompanhado com banda, o MC da GrogNation tocou várias músicas do seu aclamado álbum de estreia “Deepak Looper” e também alguns singles mais recentes. Já sabíamos que na parte musical o concerto seria memorável; e foi, mas o que nos apetece mais escrever é sobre o ser humano Rui Pereira. “Hoje venho aqui com um sentimento agri-doce, não minto. Estou muito feliz por estar aqui, por ter esta oportunidade que muitos colegas meus não podem ter, de vos dar alegria e um bom momento. Mas tenho medo que alguns de vocês levem para casa algo mau, que não desejavam, pois todos sabemos os tempos que vivemos.” – este foi apenas um dos muitos momentos (e mais do que o habitual) em que Papillon falou com o público. Afirmou ainda – “não façam disto uma selva, respeitem o outro, vamos superar isto tudo”. Foi completamente notório o quão o artista está a sentir estes tempos conturbados e acreditamos que para ele, tal como para todos os presentes, este concerto foi uma terapia. Houve momentos para chorar, dançar e, enfim, sorrir. Fica a certeza que, deste concerto, só levámos coisas boas.

Voltámos a ouvir rap nestes grandes palcos, mas não só: fica também a certeza que daqui para a frente mais eventos serão possíveis de ocorrer. Os tempos não são fáceis, mas em conjunto conseguiremos superar tudo e passado o tempo de estranheza, resta-nos entranhar esta nova realidade. Cabe a toda, e a cada um, fazer esse esforço. A cultura é segura, e nunca acabará.

A cultura não para e o SBSR.FM EM SINTONIA ESTÁ QUASE AÍ

Evento trás de volta os grandes palcos e acontece nos dias 17 e 18 de dezembro.

Num ano marcado pela pandemia por COVID-19 e pelos concertos escassos, não havia melhor maneira de terminar 2020 do que com um festival de música. Tendo em conta, claro, todas as medidas de segurança impostas pelos tempos atuais, o SBSR.FM EM SINTONIA trata-se de um evento inédito que conta com um grande cartaz. Nomes como Profjam e Benji Price, que irão apresentar o aclamado álbum “System”, Papillon ou Chico da Tina, vão estar presentes entre muitos outros artistas ligados à cultura Hip-Hop.

Os horários de todos os concertos, que respeitam as horas atualmente estipuladas para o recolher obrigatório, foram já anunciados e são os seguintes:

Podes ainda comprar o teu bilhete aqui.

Apoia a cultura e sintoniza-te na música nacional!

Thomasin estreia Nerve, Tilt e Il-Brutto como Escalpe

Lançamento era um dos mais aguardados deste ano e foi na noite das bruxas que viu a luz do dia.

Thomasin é o primeiro avanço de Escalpe, projeto bastante enigmático que junta Nerve, Tilt e Il-Brutto. A sonoridade é característica dos três artistas: instrumental cru e pesado e linhas que dificilmente não ficarão marcadas na tua cabeça. Ficamos agora à espera  de novos capítulos da Temporada 1 que segundo o grupo irá de 31.10.20 até 04.04.2021…

A faixa pode ser ouvida no recém criado canal de Youtube do grupo.

Easy B está de volta com novo tema

“Não Stresses” é o novo single do rapper e produtor e traz uma vibe muito uplifting. Easy B traz otimismo, ânimo e positividade” nesta que é uma faixa que contém um sample de “A Dois Passos”, música do disco de 1999 “Magnólia” de Lúcia Moniz.

Este é o primeiro avanço do EP “Rasto #1”, que segundo o artista será um “projeto que inclui cinco faixas com cinco estados de espírito diferentes”.

O tema pode ser ouvido em todas as plataformas digitais e está disponível também no YouTube numa versão Live Session que podes ver abaixo.

Há uma nova revista de Hip-Hop, e sai já amanhã

Se há algo que adoramos é ver a cultura a mexer e esta é precisamente a proposta da Hip Hop À Lá Carte. Estivemos à conversa com Rúben Fernandes, um dos fundadores da plataforma que leva de volta o Hip-Hop a um formato muito querido por todos nós. | Por Daniel Pereira

Num ano tão atípico e, convenhamos, parado, como o de 2020, todas as novidades são bem-vindas mas esta assentava bem em qualquer altura. A partir de amanhã vai ser possível voltarmos a ler uma revista dedicada exclusivamente à cultura Hip-Hop. Os responsáveis pela iniciativa são a Hip Hop À Lá Carte, página de Instagram que surgiu no dia 30 de março e que dá o nomee a esta primeira edição especial. A continuidade não é certa, mas está em vista.

“Nós entrámos com o objetivo de abanar um bocado com o conteúdo que estávamos a ver no Instagram .”

Vivemos tempos em que todos os dias surge uma nova página de Instagram sobre Hip-Hop e Rúben quis desde logo explicar que esta não é apenas mais uma página de divulgação da cultura. “Quisemos trazer sempre ideias e rubricas originais, com grande foco no vídeo e interatividade.” O grande diferencial fica claro a cargo da revista, no entanto, esta não foi uma ideia que estivesse em cima da mesa logo desde o início. “É mais recente e surge da nossa vontade de querer meter conteúdo cá fora para o pessoal consumir, e da nossa necessidade de conseguirmos os meios para darmos o próximo passo.”

“Foi uma lacuna que quisemos preencher”

Realmente já fazia falta. As revistas sempre fizeram parte do panorama do Hip Hop Nacional (quem não se lembra da “Hip Hop Nation”?” e numa altura em que o movimento está cada vez mais forte em Portugal faz todo o sentido o retorno a este formato. “Quisemos trazer de volta as revistas nem que fosse apenas através desta edição. Essa vontade surge de estarmos sempre à procura de fazer algo diferente dos outros. Mais ninguém está a fazer este formato , por isso investimos nós na ideia. Também notámos que muita gente tinha um bocado o bichinho de ter uma revista ligada à cultura e sentimos que conseguíamos satisfazer a vontade desse pessoal.”

Equipa da Hip Hop À Lá Carte

Temos reportagens, uma entrevista, artigos de opinião e umas quantas brincadeiras porque a nossa página também tem uma componente forte de humor.”

Desenganem-se aqueles que pensam que a página de Instagram e a revista, por terem o mesmo nome, apresentam propostas de valor iguais. Rúben explica: “Não quisemos fazer só o nosso conteúdo da página do Instagram em formato revista. Senão, para quê pagares por ela? Bastava seres nosso seguidor. Quisemos manter a nossa identidade, claro, mas trazer cenas que não trazemos regularmente pelas limitações que o próprio Instagram tem.”

Quisemos transmitir de forma criativa, a quem ler a nossa revista, que o Hip-Hop está em todo o lado.

Admitimos que ficámos fãs da revista e agradecemos à Hip Hop À Lá Carte por nos ter deixado “folheá-la” em primeira mão. Podemos revelar que a identidade própria é notória e que vamos poder encontrar muitas coisas do nosso dia-a-dia. Existem jogos e até um horóscopo. Afinal, o Hip-Hop está presente em todos os aspetos da nossa vida e foi mesmo essa uma das ideias base para a revista. “Às vezes olhamos para as nossas vidas e parece que cada situação tem uma música adequada. Temos aquele som que ouvimos com os amigos, o som mais fofinho que dedicamos à namorada ou a música que ouvimos para nos motivarmos para ir ao ginásio etc. Nós achamos que o Hip-Hop é uma cultura completa o suficiente para ter a mesma presença constante nas nossas vidas. Pelo menos para nós ele está em todo o lado!

Ficaste curioso?

Por enquanto a revista vai estar disponível apenas em formato digital no entanto está prometido o formato físico “mesmo que seja num número limitado de cópias mas que certamente terá surpresas que acompanharão essa edição impressa.” A capa estará disponível amanhã para todos verem e fica atento à página de Instagram da Hip Hop À Lá Carte durante todo o dia pois serão dadas as informações sobre os passos necessários para comprar uma cópia.

A Hip Hop Rádio apoia este projeto pois é exatamente isto que valorizamos e que aplicámos aquando da criação da nossa própria plataforma. Contribuir para a cultura Hip-Hop, de forma única.