By Bruno Marques
/ 15 Novembro, 2023 21 Novembro, 2025
O festival mais bonito do outono lisboeta está de regresso nos dias 24 e 25 de novembro.
O Super Bock Em Stock traz alguma da melhor música do momento distribuída pelos vários palcos espalhados pela Avenida da Liberdade e pela Baixa de Lisboa. Neste festival a paisagem urbana da capital entrelaça-se com a melhor música do momento numa experiência verdadeiramente inesquecível.
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Foi no passado dia 21 de outubro que o fenómeno do Hip-Hop espanhol, Morad, regressou a Lisboa para dar, novamente, um espetáculo memorável para os seus fãs portugueses. Mas, desta feita, num Coliseu dos Recreios completamente esgotado e ao rubro para ver o rapper de Barcelona, que já tinha causado grande furor aquando da sua vinda a Portugal para o NOS Alive 2023.
Se ainda havia dúvidas de se o sucesso dos últimos quatro anos de Morad em Espanha, também se tinha estendido ao nosso país, então todas as dúvidas acabaram com este enérgico espetáculo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Morad chegou com tudo a Portugal, no início da sua “Eurotour”, e não podia ter sido de outra forma para poder estar ao nível dos seus fãs que o aclamaram efusivamente toda a noite.
Com concerto marcado para as 21h, às 20h a fila para o Coliseu já era bastante extensa e, quando finalmente, dentro da mítica sala de espetáculos lisboeta, se fecharam as luzes para se “bailar” ao som dos principais hits do rap, trap e drill de Morad, já todos os espetadores gritavam em uníssono pelo rapper, que veio do Hospitalet de Llobregat com um orgulho tremendo de poder voltar a atuar para os seus fãs “vizinhos”.
Ao longo de 1h30m, Morad presenteou os seus fãs com um pouco de tudo: os seus principais sucessos que o fizeram “explodir” por volta de 2020 e 2021 como “Yo No Voy”, “Motorola”, “Soñar” ou “Quando Ella Sale”; bem como sucessos mais recentes como “Mama Me Dice” e faixas do seu mais recente álbum Reinsertado (2023) como “Se Grita”. Foi uma verdadeira “viagem” por toda a carreira do rapper, mas fosse qual fosse o som, o público sabia as letras todas de cor e cantavam junto com Morad de forma efusiva deixando-o muitas vezes boquiaberto.
Morad foi retribuindo também todo o carinho e energia positiva que ia recebendo da parte dos portugueses, colocando, por exemplo, a bandeira portuguesa à sua volta enquanto cantava “Normal”, e cantando até de propósito uma música que não gosta muito de tocar ao vivo, mas que o fez por saber que os portugueses gostam muito dessa música.
Sempre muito interativo com o público, Morad teve ainda a audácia, de iniciar um debate futebolístico com o público do Coliseu, antes de começar a tocar a famosa “Como Están”, sobre qual era o melhor clube em Portugal e, sobretudo, qual era o melhor futebolista do mundo. Quanto a isso, apesar dos esforços portugueses para glorificar Cristiano Ronaldo naquele debate, entre CR7, Messi e Mbappé, a escolha do rapper espanhol, de origens marroquinas, recai sempre, pois claro, sobre o seu amigo da seleção marroquina, Achraf Hakimi.
Foi, portanto, um espetáculo que teve um pouco de tudo, uma energia vibrante e contagiante, momentos mais sentimentais, um pouco de humor à mistura também mas, sobretudo, a certeza de que Morad faz jus a toda a aura e carisma que transmite com as suas músicas e videoclips e, quando rodeado dos fãs corretos, transforma-se num grande artista de palco também.
Vado Más Ki Ás está de volta aos lançamentos com o novo EP “Mercúrio” em conjunto com Gang MKA, já disponível em todas as plataformas digitais. Tinham sido já desvendados dois singles de avanço deste novo trabalho, “Sereia” e “Novinha”, acompanhados de dois videoclipes, rodados em Cabo Verde e agora chega finalmente o tão aguardado novo trabalho de estúdio de Vado Más Ki Ás.
O artista e rapper, oriundo do Bairro 6 de Maio, na Amadora respondeu a algumas questões:
HHR: No teu último álbum “Processo” falas de “Magia” e de “Química”. A ideia de criar um projeto com um nome de planeta surgiu em que altura?
Surgiu depois de fazer o Ep , ja tinha as músicas todas feitas e estava a procura de algo que fizesse sentido pra nós estava em conversa com meu irmão tukaz e disse de repente “Mercúrio “ muito natural ! Assim que apareceu o nome do Ep !
HHR: Foi um parto rápido ou já escondias “Mercúrio” há muito tempo na gaveta?
Não, foi um Projeto feito muito breve.
HHR:Temas de amor, de superação e de festa . Qual foi para ti a música mais difícil de fazer?
O tema mais dificil foi mesmo o Mercurio porque foi o último tema que tivemos a quebrar mais cabeça em termos de liricas e escrita e melodias!
HHR: A ideia da capa do álbum foi algo natural ou demorou a chegar ao produto que vimos hoje?
Foi rapido quero deixar um agradecimento especial ao mano Richard pela capa e pela arte e pela forma como apresentou a capa e a idea do mano Rafael duarte a limar as arestas que faltavam e deu num bom resultado.
HHR: Qual foi a importância de Cabo Verde no nascimento deste EP?
O sereia e um dos temas que retrata a beleza da mulher cabo verdiana que tanto admiro e falo nesse tema , Cabo verde tem muita importância no Ep porque além da lingua criola que estamos a cantar estamos a realçar o conhecimento que adquirimos da nossa linda Ilha maravilha .
HHR: Se pudesses revisitar uma sessão de estúdio de uma música qual seria e porquê?
Na música “Chefe” falas de várias rotinas que fizeram também parte de “Pedrinha”, quais são os ingredientes necessários para criar uma música com tanto ritmo?
Muita energia e muita emoção e muito amor em tudo que a gente deposita .
“A minha felicidade é ver um final feliz”, verso da música que dá nome ao EP. Que sentimentos te traz lançares este projeto tão especial?
Para mim e como celebrar os meus anos ou nascer ce um novo filho .
HHR: Hoje vemos um Vado a pisar Mercúrio. Já pensas em como será a tua versão quando pisares o Sol?
O brilho nasce em nós entao acho que tudo é possível ja chegamos ao mercúrio com esta viagem longa e sinto que temos longa caminhada ate la chegar mas nao e algo impossível basta acreditar que a arte nos leva a viagem nos sonhos sem limite .
Caso ainda não tenhas ouvido o EP aproveita para ouvir !
Festivaleiro.. ATENÇÂO! A 13ª edição do Sumol Summer Fest realiza-se no Parque de Campismo do Inatel, mesmo ao lado da Praia de São João na Costa da Caparica!
É esperado que esta seja a nova nova morada do festival nos próximos anos! O que estás à espera para fazer a festa? Garante a tua entrada nesta nova versão do festival aqui